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Inland Adventures

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Empresa sediada em Alcoutim, realiza passeios de barco no Guadiana (Alcoutim, Premedeiros, La laja, Mértola, etc,), passeios pedestres, passeios de jipe e canoagem, entre outras actividades.

Observações: Outros Contactos: 922 173 183; Passeios de barco com inicio no Guadiana River Hotel
Modalidades: Canoagem, Passeios de barco, Percursos Pedestres
Morada: Rua da Misericórdia 2 Apartado 24
Código Postal: 8970 059 ALCOUTIM
Tel: 922173183
E-mail: inlandadventures@gmail.com
Site: www.inland-adventures.com
Distrito: Faro
Concelho: Alcoutim
Freguesia: Alcoutim

Passeio de barco no Guadiana


No embalo do grande rio do Sul


Nelson Jerónimo Rodrigues

De Alcoutim ao antigo porto mineiro de Premedeiros, em menos de uma hora se descobre toda a serenidade e beleza do Guadiana. Rio acima, rio abaixo, a paisagem revela-nos um paraíso animal, postos de vigia de contrabando e até o barco de uma antiga estrela rock que encontrou refúgio por estas margens.

Dos mais de 800 quilómetros que compõem o percurso total do Guadiana só os últimos 68 são navegáveis (já considerando até Mértola) por isso é um verdadeiro privilégio poder descobri-los de barco, seja na sua totalidade ou, como neste caso, apenas em parte.

Se o tempo disponível não for muito, siga o nosso exemplo e faça de automóvel o caminho entre a foz (em Vila Real de Santo António) e Alcoutim porque as vistas também compensam, sobretudo a partir da Foz de Odeleite, ainda no concelho de Castro Marim, altura em que a estrada (municipal 507) segue quase de braço dado com o rio.

Uma vez chegados à vila é altura de procurar o Guadiana River Hotel, onde já está ancorada a embarcação da empresa Inland Adventures, que nos dará a conhecer um dos muitos passeios que organiza na região. O nosso terá como destino o antigo porto mineiro de Premedeiros, situado a cerca de cinco quilómetros, por isso em pouco mais de 45 minutos se vai e se volta, mas com todo o tempo do mundo para apreciarmos uma das mais surpreendentes e intocadas paisagens ibéricas.

So far away… no Guadiana

Levantadas as amarras, rapidamente deixamos para trás o casario de Alcoutim, que dá lugar à vegetação ribeirinha e, lá no alto de um monte, ao castelo velho, também conhecido por castro de Santa Bárbara. De tão sobranceiro e degradado, passa quase despercebido ao olhar mas em tempos idos chegou a ser uma das mais importantes fortificações islâmicas do Algarve.

Pelo caminho vamos encontrando inúmeros barcos fundeados, quase todos pertencentes a estrangeiros que se apaixonaram pela região e que aqui decidem passar longas temporadas, se não mesmo o resto da vida. É o caso de um veleiro sueco, de um barco de pesca escocês ou de um pesqueiro do mar do norte que vimos logo no início do passeio, antes de passarmos pela ribeira da Madrinha (do lado espanhol), um dos quatro pequenos afluentes do Guadiana.

Mais à frente, o nosso cicerone chama-nos também a atenção para duas embarcações aparentemente anónimas, mas com histórias curiosas: “o primeiro, aquele barquinho verde, é de um ex-músico dos Dire Straits que vive discretamente naquela casa em Espanha, enquanto o veleiro pertence a um argumentista de filmes de Hollywood que ainda agora passou por nós”, revela-nos Luís Borges, o proprietário da Inland Adventures, que conhece quase de olhos fechados cada curva e contracurva do rio.

Contrabando e minério

Num abrir e fechar de olhos a paisagem volta a estar salpicada por duas ou três casas, com destaque para o antigo posto da guarda-fiscal (hoje habitação particular), um dos 36 existentes deste Mértola até Castro Marim, que serviam para vigiar a fronteira e, sobretudo, para evitar o contrabando entre as duas margens. Esta atividade ilícita acontecia preferencialmente em dias de lua nova (com menos visibilidade) e por homens que, muitas vezes, nem sequer sabiam nadar, fazendo a travessia na água mas agarrados à trouxa.

Rapidamente chegamos à zona do antigo porto de Premedeiros, que servia de cais às minas de Cortes Pereira, desativadas há várias décadas depois de perderem importância face a outras vizinhas, como as de São Domingos (Mértola) ou de La Laja, a menos de um quilómetro dali mas já do lado espanhol.

Seria por lá que passaríamos se continuássemos a subir o rio, navegável até ao Mértola (nesse caso o preço da viagem passa dos 10 para os 35 euros ou 25 até ao Pomarão) e com águas em perfeitas condições para se tomar um refrescante banho. Estivéssemos nós em tempo de calor e também não escaparíamos ao mergulho da praxe.

2012-01-30
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