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Parque do Buçaquinho - Parque da Cidade de Esmoriz

A antiga ETAR de Esmoriz foi transformada em parque urbano de lazer, inaugurado em abril de 2013. Com uma área de 24 hectares, tem vastas áreas verdes, um jardim de plantas aromáticas, seis lagoas, torre e postos de observação de avifauna, centro de educação e interpretação ambiental, geradores eólicos e painéis solares e parque infantil. Oferece diversas atividades lúdicas, incluindo passeios de bicicletas grátis.

Horário de Funcionamento: De segunda-feira a domingo, das 9h às 18h. De verão há prolongamento do horário.
Observações: O Centro Ambiental do Buçaquinho funciona das 10h às 12h30 e das 14h às 19h no verão.
Morada: Rua do Buçaquinho
Código Postal: 3885 526 ESMORIZ
Site: www.bucaquinho.pt
Distrito: Aveiro
Concelho: Ovar
Freguesia: Esmoriz

Parque Ambiental do Buçaquinho - Ovar


Deambulação pelos sentidos


Andreia Fernandes Silva

Pode-se lá ir apenas pela frescura da sombra das árvores, deixar-se estender na relva a apanhar banhos do sol, fazer jogging, simplesmente caminhar ou aproveitar a bicicleta de utilização gratuita, a BIA, e dar um passeio usando as ciclovias da região. Na verdade, o motivo não interessa, o que importa é empreender uma viagem pelas sensações que este pequeno pulmão situado a curta distância das praias de Esmoriz, Cortegaça e Maceda, permite aos seus utilizadores.

O parque ambiental do Buçaquinho foi inaugurado em abril de 2013 e surge da revitalização de uma antiga ETAR. Geradores eólicos, painéis solares e fotovoltaicos asseguram a sustentabilidade do espaço, permitindo a produção de energia para as 10 luminárias existentes no parque e a bombagem da água do açude do rio Lambo para as seis lagoas artificiais, para além do aquecimento da água da cafetaria.

A requalificação da zona de pinhal passa pelo abate gradual das acácias, planta invasora que impede o desenvolvimento de outras espécies, e pelo cultivo de pinheiro bravo e manso.

Viagem pelas sensações

Uma das melhores formas de aproveitar este parque ambiental é precisamente deixando-se levar pelos sentidos. Podemos começar pela visão. Ao longo dos seus 24 hectares não faltam pretextos para observar. Seja resguardado à sombra nas estruturas em fibra de vidro vermelho que permitem espreitar o quotidiano das aves que por ali vão passando, seja na torre de 15 metros de onde se tem uma perspetiva aérea do parque. Pode-se também espreitar a azáfama e a variedade de borboletas que habitam o jardim das aromáticas. Em tempos de maior agitação cuidado com o frenesim de abelhas.

E é mesmo aqui, neste recanto de odores que há a oportunidade de exercitar o olfato. No Jardim das Aromáticas, junto à cafetaria somos invadidos pelos cheiros à medida que passamos pelas ervas aromáticas e medicinais. Pode seguir o caminho em madeira ou entrar no carreiro em gravilha e sentir o aroma do tomilho, da alfazema, do alecrim, da menta, da erva caril ou até do absinto. Neste jardim de cheiros não pode colher as plantas, mas pode explorar pelo toque a diferença de textura de cada uma. E se fechar os olhos, consegue pelo tato e cheiro adivinhar que erva ali está?

A ouvir a agitação da natureza

Como estamos no meio da natureza, apesar do sossego ao longo de várias horas do dia, outro dos sentidos a ativar é o da audição, até porque algumas das espécies são mais fáceis de detetar pelo som do que pela visão.
Pode deixar-se enternecer pelo canto do rouxinol comum, uma ave castanha e cauda avermelhada na fase adulta e corpo sarapintado quando é jovem, apreciar o pato-real e distinguir o macho, de cabeça verde, colar branco e bico amarelo, da fêmea, de coloração castanha listrada e bico laranja.

Mais esquiva é a galinha de água, uma espécie de plumagem negra, patas amarelas e escudo facial vermelho com a ponta do bico amarelo que gosta de passar despercebida e se esconde quando sente que está a ser observada. Por ali também encontra o colorido guarda-rios, a garça-real, que se gosta de passear com elegância em águas pouco profundas ou a águia-pesqueira, uma ave de rapina de grande porte.

De vez em quando, o barulho dos pássaros é acompanhado pelo deslizar de mais uma bicicleta no caminho de madeira, pelos passos apressados de quem corre na terra batida ou pelo sorriso de uma criança quer baloiça no parque infantil. E a chegada dos dias quentes também traz novidades musicais, lá pelo lusco-fusco pode aproveitar para assistir a concertos mais intimistas na cafetaria do parque.

Aconchegar o estômago

Mas uma viagem aos sentidos não fica completa sem um dos estímulos que mais nos fica retido na memória: o gosto. Pode optar por preparar a sua própria refeição em casa e levar para o parque e merendar nas mesas de madeira existentes nos espaços relvados ou, se preferir, entrar na cafetaria onde encontra queques e bolos caseiros, sandes frescas com mozarela, salmão, atum e aromatizadas por algumas das mesmas ervas que acabou de cheirar.

Encontra também a opção de um brunch simples ao fim de semana. Se uns gostam de frequentar o parque ambiental apenas para descansar, a maioria desloca-se ali para colocar o corpo em forma. O mais frequente são as caminhadas, o jogging ou o cicloturismo.

Em todo o município de Ovar tem acesso a 12 parques BIA, a bicicleta pública de uso partilhado. Para usar um destes veículos deverá proceder a um registo de utilizador e apresentar um documento de identificação.

O parque 1 é mesmo no Buçaquinho e dali tem acesso a várias ciclovias que cobrem 60 km do concelho. Tenha a atenção que alguns troços ainda estão incompletos, como é o caso do percurso serpenteante que vai do Furadouro a Cortegaça, o que obriga a regressar à estrada, com frequência. Antes de partir peça um mapa na cafetaria ou no centro interpretativo do Buçaquinho.

Já agora, outro dos pretextos para uma visita a este parque é a prática de ioga aos sábados de manhã, a partir das 10h. Por 2€ pode estender a toalha na relva e exercitar calmamente o corpo e a mente.

 

2013-08-01
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