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Restaurante A Cantarinha do Guadiana

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Situado em Montinho das Laranjeiras, próximo do Guadiana, este pequeno restaurante é recomendado pela boa cozinha de sabor regional.

Ambiente e decoração: Objectos típicos do Algarve
Bar/Sala de espera: Bar e Sala de Espera
Dia(s) de Encerramento: Quartas
Especialidades: Ensopado de enguias, porco preto, coelho frito, javali, tarte de alfarroba, arroz doce,
Estacionamento: Não
Horário de Encerramento: 22:30
Lotação: 36
Necessidade de reserva: Aconselhável
Preço Médio: 12.00
Tipo de Restaurante: Portuguesa
Horário de Funcionamento: Das 10.00 às 22.30
Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil
Área para fumadores: Não Fumadores
Morada: Montinho das Laranjeiras
Código Postal: 8970 029 ALCOUTIM
Tel: 281547196
Site: www.facebook.com/isabelluismarciaverateresa/
Distrito: Faro
Concelho: Alcoutim
Freguesia: Alcoutim

A Cantarinha do Guadiana – Alcoutim


Sabores dos montes do rio


Nelson Jerónimo Rodrigues

A serra e o Guadiana servem de inspiração a esta casa de pasto tradicional que oferece o melhor da gastronomia algarvia mas não esconde as influências do Alentejo. Honra seja feita aos pratos típicos e caseiros da D. Isabel, uma cozinheira à moda antiga que transformou a velha taberna do pai num dos mais elogiados restaurantes da região.

Isabel Ribeiro decidiu virar costas aos pronúncios da crise, quando em 2005 deixou a cozinha da antiga Estalagem do Guadiana (hoje Guadiana River Hotel), em Alcoutim, para aventurar-se com um negócio próprio.

Assim, arregaçou as mangas, juntou apoios e recuperou a casa da avó e a taberna do pai, aberta há mais de 50 anos no coração da pequena aldeia de Laranjeiras, a 10 quilómetros da sede de concelho.

Uma casa algarvia

Quem vem do litoral algarvio e segue depois pela Estrada Municipal 507 (que liga Odeleite a Alcoutim sempre junto ao Guadiana) deve, no entanto, prestar atenção à discreta placa que anuncia o restaurante (situada quase à saída da localidade) porque aí é preciso subir uma pequena ladeira que leva ao largo principal da pequena povoação, rodeado de casas brancas e rasteiras.

Uma vez chegados ao largo não há nada que enganar. O restaurante faz-se anunciar por duas cantarinhas de barro colocadas na fachada da casa, pequena e térrea, mas imaculadamente pintada de branco. A entrada à direita dá acesso ao café/taberna (onde também se servem bons petiscos) e a da esquerda à sala principal, enquanto ao meio ficam duas mesas de esplanada com uma nesga de vista para o rio.

Apesar de acolhedora, a área de refeições é bastante pequena, mas os restaurantes também não se medem aos palmos por isso, mesmo que não haja mesas livres, é só esperar um pouco (o serviço é despachado) ou então pedir para ser atendido na divisão ao lado, onde fica o café.

A decoração da sala de refeições é simples e discreta, mas não deixa de ter vários apontamentos que evocam a alma tradicional da casa, sobretudo as peças em olaria. Algumas têm desenhados os produtos típicos da região (como as alfarrobas ou os figos) e outas dão a mostrar alguns dos locais mais turísticos daquela paragens, caso das ruínas romanas do Montinho das Laranjeiras ou do miradouro do Pontal. E assim também se abre o apetite para um passeio pelas redondezas logo a seguir à refeição.

Cozinha à moda antiga

A ementa da Cantarinha do Guadiana revela a preocupação da casa em dar a provar os pratos mais autênticos e tradicionais da região, a começar pelas entradas - onde se destacam a salada de ovas de saboga e os queijinhos com mel - e pelas sopas, como a de tomate com ovo ou a de perdiz.

Já nos pratos principais as especialidades são o ensopado de enguias, o peixe frito com gaspacho, o porco preto, a lampreia (na época dela), o entrecosto com migas e a fritada de porco. Algumas destas iguarias apenas são servidas sob encomenda, por isso não há nada como um telefonema (281 547 196) para avisar a cozinheira e guardar lugar.

Entre as bebidas, o vinho da casa é da região de Torres Vedras, embora a maioria dos néctares à disposição venha do Alentejo. Quanto às sobremesas, todas caseiras, os mais gulosos vão gostar do doce de ovos com amêndoas ou da torta de laranja, mas quem quiser descobrir um doce típico da região não deve deixar de provar a torta de alfarroba.

Sabores sem fronteiras

Apesar da presença de pratos algarvios a ementa não esconde as influências da região vizinha, o Alentejo, por isso perguntámos à cozinheira como classifica afinal a sua cozinha. Ela diz-nos que ali a gastronomia não se rege pelas fronteiras administrativas, mas se a tivesse de classificar chamar-lhe-ia “cozinha dos montes dos rios, pela proximidade do Guadiana e da serra algarvia”.

Os produtos utilizados são quase sempre de origem local (em alguns casos até caseira) e as receitas já vêm do tempo da sua avó, mas há outros dois “segredos” que a cozinheira não tem problemas em revelar: a utilização do barro na confeção de alguns pratos, “porque dá muito mais sabor à comida” e as ervas do campo, como o tomilho, os alhos arelhos (alhos espontâneos da serra algarvia), os orégãos, as mariolas (primas das sálvias), a hortelã da ribeira ou os poejos.

Aos pratos típicos juntam-se ainda os preços em conta e também um ambiente familiar saudável e castiço. Afinal, além da Isabel, que é dona, cozinheira, empregada de mesa e tudo o que for preciso, junta-se ainda o marido (o sr. Luís) e as três filhas (Márcia, Vera e Teresa) que também ajudam sempre que podem. Juntos fazem da Cantarinha do Guadiana um dos mais afamados restaurantes do concelho de Alcoutim, mas a verdade é que tudo nasceu do querer de uma mulher empreendedora que sonhou dar a provar os seus pitéus. Há seis anos que os clientes agradecem.

2012-07-02
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