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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

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Kartódromo de Évora

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Com um perímetro de 908 metros e uma pista com sete de largura, o Kartódromo de Évora é apreciada por conjugar um traçado técnico com a velocidade. É um dos mais antigos e frequentados circuitos portugueses, atraindo muitos visitantes à cidade. Situa-se a cerca de 10 km, na direcção de Montemor-o-Novo.

Observações: Outros Contactos: 967 874 433;Está homologado para Campeonatos. Perímetro: 908 metros. Associado da PACTA - Associação Portuguesa de Empresas de Animação Cultural e Turismo de Natureza e Aventura.Fica mesmo à entrada da cidade de Évora. Pista com 900 metros.
Período de Funcionamento: Encerra segunda-feira. Horário: 10:00 às 23:00 em Agosto, 10:00 às 19:00 no resto do ano.
Serviços disponíveis: Possui restaurante, bar, esplanada, parque infantil, piscina, bancada panorâmica, parque de estacionamento e jogos medievais.
Título: Circuito para divertir
Morada: EN 114 Km 183 Apartado 199
Código Postal: 7002 503 ÉVORA
Tel: 266735980
E-mail: geral@kartevora.pt
Site: www.kartevora.pt
Distrito: Évora
Concelho: Évora
Freguesia: Évora (Sé e São Pedro)

Desportos aventura em Évora


Há moto 4, escalada, rappel, slide e um campo de paintball que mais parece o velho Oeste Americano.


N'Dalo Rocha

Há 10 anos atrás era impossível pensar ir ao kartódromo de Évora, sem andar de karts. Hoje, já não é bem assim, a concorrência aperta e o negócio diversificou-se para outras opções. Ainda bem, pois a adrenalina mantém-se, ainda que fora do asfalto.

Moto4 pelos montes

A frota mete respeito. Ao todo, são oito yamaha de 250 cc, todas vermelhinhas com um aspecto de robustez à prova de bala. Aparentam ser todas iguais, com excepção da moto do guia que tem retrovisores maiores, como os de um autocarro e, a última moto, que faz de lanterna vermelha e por isso tem mastro e bandeira. Nos passeios, anda-se sempre em fila indiana, indo o guia à frente do grupo e, o porta-estandarte faz de lanterna vermelha do pelotão. Assim ninguém se perde.

Após o briefing onde se aprendem as regras essenciais de segurança, é então a vez dos adereços do costume. Touca, capacete, fato e óculos, até porque o pó não vai faltar e oito motos a sulcar caminhos rurais levantam uma autêntica tempestade de areia. Agora, quando já estão todos pipis, parte-se à descoberta de trilhos, chaparros e montados.

Para quem nunca andou, as primeiras passagens de caixa são desastrosas. Seguindo o concelho de Vitor Medinas, o guia que nos acompanha, arranca-se e pára-se em terceira. É suficiente, pois a força do “bicho” é tanta que não rejeita a mudança, ao contrário de um carro. A sorte é que se acelera com o polegar direito sobre uma pequena alavanca, em vez do tradicional manípulo das motas, que não dá muito jeito devido aos solavancos.

Voltamos a parar. Desta vez, o motivo é digno de fotografia, pois trata-se apenas da maior Anta da Europa, descoberta por acaso quando um agricultor lhe passou com o arado por cima. A entrada é estreita, mas lá dentro, olhando para o tamanho das pedras, ainda pensamos como foi possível edificar tal coisa.

Partimos, mais pó, e agora, já arriscamos brincar com as mudanças. Quarta e até mesmo quinta. De vez em quando, lá chegamos aos 40 quilómetros por hora, e até mesmo mais. Porém, ainda é cedo para entrar em grandes aventuras. Como explica Vitor, quando as pessoas começam a “ganhar muita confiança e a tratar a moto 4 por tu, então é quando há acidente na certa”. Assim que tenha cuidado e não abuse.

Atravessa-se uma ribeira quase seca, mas não se reduz a velocidade. É mesmo todo o terreno e nada parece abrandar este comboio dos duros. Finalmente, chegamos ao Rio Verde. O nome foi-lhe bem dado, pois as margens verdejantes contrastam bem com o trigo seco em tons amarelo dourado das planícies à volta. No Inverno, quando chove muito, a estrada que acompanha o rio fica parcialmente submersa, mas as motos passam lá à mesma. Há quem se assuste, mas acaba por adorar na certa. Continua-se viagem e, de repente o grupo abranda. Pelo caminho encontra-se uma manada de vacas, que apesar de serem grandes, assustam-se facilmente. O melhor é levantar o pé, quer dizer, aliviar o polegar do manípulo. Após o rio, descobre-se que esta região é mesmo rica em achados arqueológicos. A próxima descoberta que se encontra é o cromeleque da Portela de Modos, espécie de templo, onde as pedras se dispunham em circunferências gigantes. A vista viaja sobre a planície e percebe-se que aquele local tem alguma espiritualidade nele contida. Depois, quem quiser, volta ao kartódromo, após duas horas de passeio. Quem ainda tiver força nos braços, pode continuar e experimentar a serra, onde as longas subidas e descidas, obrigam mesmo a saber mexer com a caixa de velocidades. E se o nível do grupo for bastante razoável, até se organizam passeios à Serra D’Ossa, que está a mais de 50 quilómetros de Évora. Sempre fora de estrada, mas é preciso um dia inteiro e manter uma média de andamento superior a trinta quilómetros por hora. Só mesmo para quem tem mãozinhas.


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