Perto do Porto existe um paraíso com vastos espaços verdes, água em abundância e muitos animais à mistura. Desde Junho de 2000, o Zoo Santo Inácio recebe visitantes que se encantam com a diversidade de caras e figuras que lá encontram. É um dia em cheio para os mais novos e a oportunidade de reconhecer novas espécies para os mais velhos.
O contacto com a Natureza é evidente logo à partida: o parque situa-se mergulhado numa imensa mancha verde, inacreditável por estarmos tão próximos da cidade do Porto. Além do zoo propriamente dito, a estrutura comporta ainda uma zona de piqueniques assim como um bar-esplanada, um self service e um restaurante. Trata-se, portanto de um programa de um dia inteiro, para desfrutar ao máximo das excelentes condições do local.
A primeira atracção, logo de manhã, é o show de aves de rapina. Da águia ao falcão, passando pelo abutre, muitas são as aves apresentadas no grande jardim relvado, mesmo no centro do parque. O show é constituido por várias partes, sempre acompanhado de uma explicação pelo monitor, que vai dando ordens às suas «alunas»: ora voam até à árvore mais próxima, ora passam mesmo rente aos espectadores, que não deixam de ficar um pouco assustados ao ver as garras da águia passarem a milímetros dos seus olhos.
Depois destas bem comportadas aves de rapina, visitamos o Reptilário, onde mais de 30 espécies de iguanas, crocodilos, tartarugas, cobras e lagartos se passeiam mesmo à nossa frente. A Piton lá estava tranquila no seu ramo de árvore, assim como o pachorrente crocodilo, boquiaberto perante o dia que mal começara. Não deixámos de cumprimentar as nossas amigas tartarugas, adormecidas ainda no lago artificial que lhes foi destinado. As cobras e serpentes, são, no entanto, o que mais impressiona, especialmente a cobra albina, que parece quase transparente quando se coloca meia submersa... Arrepiante!
Não que fosse arrefecer os ânimos mas decidimos mudar de cenário, desta vez para o Insectário, único em Portugal. Desta vez, a Tarântula esperava-nos pacífica e quase sem se mover. As suas patas peludas lembram-nos uma ou outra cena de um filme e depressa passamos ao seguinte. Um escorpião... Pois... Não poderíamos ter escolhido melhor! A pinça agita-se no ar e aqueles olhinhos, tão pequeninos... Fazem-nos lembrar o deserto e o escorpião saindo da areia ao anoitecer. Entre os outros habitantes do Insectário ainda se contam as várias espécies de baratas, algumas do tamanho de um pires de chá, as formigas e o insecto-pau, engraçado e muito delgado.
Álvaro Cúria 2002-11-26