Conta-se que os antepassados dos faróis eram simplesmente fogueiras que as confrarias de marítimos tratavam de manter acesas em pontos isolados sobranceiros ao mar.
Porém, o desenvolvimento da tecnologia fez com que a luz que serve de guia se situasse no topo de torres, a fim de compensar a curvatura da Terra para assim ser vista a maior distância.
Dependendo da geografia o local onde estão implantados os faróis – se num terreno plano ou num alto de um cabo sobranceiro ao mar – a torre torna-se mais ou menos elevada.
É o caso do Farol da Ponta do Topo, na ponta sueste da Ilha de S. Jorge, nos Açores com a torre mais pequena de Portugal (apenas três metros). Já os 62 metros do Farol da Barra de Aveiro, em Ílhavo, fazem dele o maior de Portugal e o segundo maior da Europa. Tem um alcance de 23 milhas e devido à altura, foi o primeiro a beneficiar de elevador, de outra forma, são 288 os degraus em caracol que se tem de subir.
Na visita, de cerca de uma hora de duração a dez dos faróis da nossa costa que aderiram ao programa Ciência Viva em colaboração com a Marinha, fica-se a saber desta e de outras curiosidades apenas aos fins-de-semana até ao dia 24 de Setembro.
Ílhavo, cabo Mondego, cabo de Santa Maria, Alfanzinha, Vila Real de Santo António, Penedo da Saudade, cabo da Roca, Leça, cabo Espichel e Montedor são os aderentes.
Estas visitas organizadas que decorrem ao final das tardes de sábados e domingos incluem ainda uma apresentação histórica do monumento, seu funcionamento e evolução tecnológica de que foram alvo, e a oportunidade mágica de assistir ao acender das luzes. A iniciativa começou em 2001 e já vai na sexta edição. Aqui está uma forma pouco habitual de terminar em beleza um dia de praia.
As visitas carecem de inscrição por intermédio da Direcção de Faróis da Marinha nas respectivas áreas. Para mais informações contactar o número Azul 808 200 205 ou o site: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/farois/
Paula Oliveira Silva 2006-08-09