Sobe a temperatura da atmosfera mas desce nos copos que por esta altura reclamam vinhos com uma temperatura de serviço entre os 8 e os 13 graus. Foi você que pediu um rosé?
Não há vinho que rime mais com os dias quentes que o rosé, durante muito tempo associado a uma única marca, o Mateus Rosé. Outras imitações se lhe seguiram mas quase todas abusando no açúcar e no gás.
Ficou também conhecido como um vinho para as senhoras, essencialmente por ser elegante e leve e o que era prazeiroso no anos 70 e 80, tornou-se de mal gosto já na última década do século passado.
Até que nos últimos três anos, a variedade e a qualidade surpreenderam e os rosés voltaram a estar na moda. Porém, como ainda não existem rosés de classe superior, o preço também não está nos píncaros. É por isso mesmo, um vinho despretencioso. E, ao contrário de alguns tintos que evoluem com os anos, recomenda-se o seu consumo nos três primeiros anos após a sua produção, uma vez que o rosé não melhora com o passar do tempo.
E se lhe sobrar alguma garrafa, como bem lembra João Paulo Martins, guarde-a para as castanhas do Outono. É também deste conhecido crítico de vinhos - Livro Especial Vinhos Verão 2008 - a selecção de rosés (alguns apenas) que no final apresentamos para este Verão.
Branco ou tinto?
Irmão dos tintos e dos brancos, ganhou dos primeiros o aroma aqui presente de forma mais subtil e dos segundos a frescura e a jovialidade. Três são os modos de produção de um vinho rosé.
A maioria é feita de uvas tintas e a cor vai do rosa esbatido ao vermelho escuro. Uma variação que se deve ao tempo em que a casca da uva fica em contacto com o mosto e aos processos de fabricação da bebida. São três os principais:
Na Mistura, junta-se uma quantidade de vinho branco com tinto. É, contudo, um modo de produção menos utilizado considerado inclusivamente por alguns enólogos de qualidade inferior.
Paula Oliveira Silva 2008-07-10