O conceito
O tratamento é personalizado, acompanhamento permanente pelos técnicos, e um balneário onde apetece experimentar, mesmo que não se sofra de nada em particular, até porque as termas são utilizadas cada vez mais como prevenção.
O Balneário
Apesar de não ser o maior balneário do país, é de luxo. Inserido no rés-do-chão do Hotel Termal, foi concebido de raiz há menos de seis meses, parece que tudo foi pensado com ergonomia e nada tem a ver com o velho balneário que durante décadas serviu as Caldas de Monchique.
À entrada, dá-se de caras com a fonte artificial de água termal que escorre parede abaixo. Para se satisfazer a curiosidade, pega-se num copo e prova-se. Ainda está meio morna e é densa, mas bebe-se bem. Em frente, está a recepção onde se cumprem as formalidades. Depois, sobe-se ao primeiro andar para a consulta médica, pela qual todos os aquistas (é assim que se chamam os utentes termais) têm de passar obrigatoriamente. Enfim, política da casa. Até porque se apurou que as qualidades destas águas, ricas em sílica e flúor, são indicadas para tratar patologias das vias respiratórias, afecções do aparelho digestivo ou afecções reumáticas e musculares.
Os tratamentos são diversos, como as nebulizações e irrigações nasais nas quais os aquistas são despojados de toda a matéria inerte que reside nas vias respiratórias. Mas também há outra categoria de tratamentos, talvez até mais prazenteiros, como o aerobanho, com jactos de ar dentro de uma banheira de água termal, a hidromassagem e a piscina interior, com jactos de água direccionados que incidem sobre diferentes áreas do corpo. Tratamentos bons, que dão vontade de repetir, principalmente a massagem Vichy, onde nos deitamos sobre uma maca debaixo de cinco jactos de água quente, enquanto o técnico nos aplica uma massagem. É do melhor para se relaxar.
De volta ao primeiro andar, passa-se pelo gabinete de estética onde se trata da beleza, por entre limpezas de pele, peelings e até massagens. E para os aquistas que pretendam manter a forma, podem exercitar os músculos no ginásio, que conta com diversos aparelhos onde nem faltam as passadeiras. Agora, lembre-se de não abusar e beber só apenas a água que os médicos lhe recomendam. É que como explica Cláudia, a responsável pelo balneário, “muitas pessoas bebem a água aos litros por pensarem que faz bem”. Mas o resultado por vezes é ingrato e chama-se Crise Termal, quando o excesso de água nos deixa indispostos, com dores de barriga. Tal como quem conduz, aqui também é preciso ter em atenção o número de copos que se bebe, ainda que sejam de água.
N'Dalo Rocha 2002-12-10