Solar do Castelo

Colado ao Castelo de São Jorge, encontra-se um dos mais acolhedores e requintados hotéis de Lisboa.

Duas fronhas e um avental

Do grande salão envidraçado tem-se vista para o jardim interior do solar e para as janelas superiores das casas vizinhas. Uma velhota debruçada de uma janela na casa em frente ocupa-se a estender roupa numa corda. É com este cenário que tomamos o pequeno-almoço, ou não estivessemos nós em Alfama. Os hóspedes estrangeiros adoram este “very typical”. Têm o postal de Lisboa aqui ao vivo à frente dos seus olhos.

Despachada a refeição matinal, estamos disponíveis para absorver toda a atmosfera em volta. No salão com chão em pedra, o ferro forjado predomina nas cadeiras, mesas e candeeiros. Sofás brancos de tecido e grandes maples de couro castanho. Todos espaçosos e generosos no tamanho. Quadros de tábuas de madeira sobre as paredes de pedra. Um ambiente a lembrar um castelo. Agora já o olfacto se habituou ao cheiro a cera quente. Logo ao entrar um enorme castiçal com meia dúzia de velas acesas dá-nos as boas vindas e lembra o cheiro de algumas igrejas.

Um jovem casal de portugueses, pede um táxi para o aeroporto. Certamente de partida para uma lua-de-mel numa qualquer praia exótica. Percebe-se a escolha do par romântico. O local é convidativo e acolhedor para apaixonados.

Ao antigo Palácio das Cozinhas, nome pelo qual era conhecida a casa que deu lugar a este espaço, acrescentou-se um nova ala de arquitectura mais moderna, mas bem intregrada no conjunto. Resultado das obras de recosntrução descobriram-se várias peças medievais que depois de catalogadas e estudadas serão expostas na antiga cisterna do Palácio. Apesar da ampliação o solar conta apenas com catorze quartos. O que naturalmente resulta num ambiente intimista e sossegado. No check-in recebemos a chave do quarto e também a chave da porta principal. Parece até que alugamos todo o palácio. O serviço de bar é self-service bastando assentar num bloco o consumo. É bom estar completamente à vontade. Sentimo-nos em casa.

Tomás Parreiro 2003-04-22

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