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A primeira parte da viagem, muito bonita, desenrola-se com o Tejo à vista. Ponto alto deste troço inicial é a passagem junto a Almourol, com vista para o curioso castelo medieval erguido pelos Templários numa ilhota a meio do Tejo.
Neste local mágico, onde vale a pena parar, existem barqueiros que, por preço razoável, levam os visitantes até ao castelo, erguido - segundo os arqueólogos - onde terá havido anterior atalaia romana.
A chegada aos arredores de Constância implica a mudança de margem. O comboio atravessa o Tejo e passa agora a circular pela margem esquerda a caminho de Abrantes, o que permite apreciar melhor o casario branco da florida vila de Constância.
Passado o Tramagal, o comboio começa a contornar o morro onde fica a cidade de Abrantes, proporcionando diferentes perspectivas da cidade. Talvez as suficientes para justificar a visita (uma caminhada de cerca de 1 km e atravessar a ponte sobre o Tejo), sobretudo à pitoresca zona histórica que se desenvolve à volta do castelo e das muralhas seiscentistas. A doçaria local, nomeadamente a famosa Palha de Abrantes, à base de fios de ovos, pode ser um argumento suplementar para a visita.
Logo à saída da estação de Abrantes, a automotora bifurca à direita e inicia a travessia da charneca rumo a Ponte de Sor. O trajecto predominantemente a descer, leva à volta de 25 minutos, faz-se pelo meio de campos de milho e montados de sobro, num território dominado pelas cegonhas e por um ou outro rebanho.
Por um de dois caminhos
Passada Ponte de Sor, entrevista ao longe da estação, a paisagem não muda muito, sendo a travessia da ribeira homónima o prenúncio da aproximação de Torre das Vargens.
Rodeada pelos montados de sobro da Casa de Fronteira, esta estação tem as dimensões de um significativo entroncamento ferroviário. Rodeada por um jardim, os bancos respectivos têm escrito em diversas línguas (japonês incluído) votos de boa viagem.
Aqui, quando a composição é constituída por duas automotoras semelhantes, estas são desatreladas, seguindo uma para Elvas e a outra para o nosso destino, ou seja, Marvão-Beirã.
A estação de Castelo de Vide brinda o viajante com belos painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço, o autor da decoração do átrio da estação portuense de São Bento.
REPORTAGEM ACTUALIZADA EM MARÇO DE 2010
Lifecooler 2007-04-18