Sobre carris - Património Mundial à beira-Douro

«País do Vinho do Porto»


As condições topográficas do vale do Douro fazem com que, ainda hoje, o comboio seja o veículo ideal para partir à descoberta do «país do Vinho do Porto». E isto, tanto no que respeita a rapidez e conforto da viagem, como a fruição da paisagem.

Para ficar a conhecer melhor o Douro Vinhateiro, Património da Humanidade, faça o percurso inverso ao do Vinho do Porto, ou seja, parta da Cidade Invicta para montante, na direcção do Pocinho.

É uma viagem que, no limite, poderá chegar aos 180 km, com algumas derivações possíveis e que, consoante os gostos e o tempo disponível, tanto se pode fazer num dia, como durante um fim-de-semana.

Saia do Porto no Inter-Regional para a Régua, viagem esta que lhe demorará cerca de duas horas. Quando dizemos Porto queremos dizer Estação de São Bento, já que a partida daqui lhe permitirá apreciar, quer os belos azulejos do átrio (obra-prima de Jorge Colaço), quer o desenho geral da gare, obra-prima da arquitectura do ferro.

Do ponto de vista paisagístico, a viagem ganha redobrado interesse a partir de Marco de Canaveses (sensivelmente com uma hora de trajecto). É quando se inicia a longa descida até à beira-Douro, primeiro passando no túnel do Juncal e, depois, passando no famoso viaduto da Pala.

Daqui até à Régua é o que se pode dizer uma viagem de encher o olho, com o comboio a deslizar quase à flor da água e a paisagem a começar a mudar, com o aparecimento dos primeiros socalcos vinhateiros na margem esquerda (a margem direita, dada a inclinação das encostas, pouca perspectiva permite).

Chegado à Régua, pode fazer uma paragem, quer para digerir o muito que já viu, quer para preparar o resto da jornada. E, no limite, para almoçar, pois nem só das coisas do espírito é composta esta peregrinação.

Não deixe de apreciar a estação e, muito em especial, o longo armazém em madeira negra, alpendrado e em curva, belo edifício industrial a aguardar classificação.

Para o resto do itinerário, a primeira possibilidade é apostar no vale do Corgo. Para isso, deverá embarcar na automotora que assegura a ligação Régua-Vila Real e subir a Linha do Corgo.

2006-10-18

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