Seja super herói no Natal

Com o Natal à porta solta-se a alma samaritana que todos guardamos dentro de nós. Já pensou em dar sangue?

O pretexto

Esta será provavelmente prenda de Natal mais útil que possa oferecer a algum desconhecido. Mas acredite que será sem dúvida um pequeno gesto de grande importância, pois o sangue não se fabrica, dá-se. E a unica forma de os hospitais possuirem stocks de sangue suficientes para colmatar todas as suas necessidades é precisamente através da contribuição dos dadores anónimos, verdadeiros heróis que a troco de nada dão o seu contributo nos bancos de sangue.

Diariamente, o sangue é cada vez mais utilizado com fins tão diversos como as transfusões, usado em doentes que se submentem a cirurgias, pessoas acidentadas, transplantes de órgãos, assim como também em doentes oncológicos. Enfim, toda uma diversidade de situações as quais não podiam ser levadas a cabo sem este elemento.

E você também pode dar o seu contributo. É fácil, deixe-se sensibilizar e dirija-se aos Centros Regionais de Sangue de Lisboa, Porto e Coimbra, onde se faz a coleta nacional de sangue.

Porém não se esqueça que antes de ir, deve comer uma refeição leve, sem alcool nem gorduras, como uma sandes e um sumo, para evitar qualquer quebra de tensão.

A consulta

A consulta médica é o primeiro passo para que alguém possa ser aceite como dador. Ao todo, não demora mais de 15 minutos nos quais se faz um breve historial clínico do possível dador. Esta consulta rotineira é fundamental, pois determina à priori se a pessoa reúne ou não as condições básicas para poder dar sangue.

Ao longo da conversa, a médica vai perguntando se já recebeu alguma transfusão de sangue na vida, se actualmente se encontra sob alguma medicação de comprimidos ou então, se já alguma vez realizou alguma operação e há quanto tempo. E também nos questiona sobre a nossa vida sexual, se temos parceiro novo ou parceira nova. Caso seja há menos de seis meses, estará momentaneamente excluído/a de dar sangue até se prefazerem os seis meses.

Pois determinou-se que durante esse tempo, algumas análises poderão revelar resultados negativos de HIV ou Hepatite B entre outras enfermidades.

E, após o polémico caso dos hemofílicos contaminados com HIV num lote de sangue comprado à Áustria em 1989, implementaram-se medidas de segurança de tal modo restristas, de maneira a blindarem qualquer hipótese por mais remota que seja do risco de contágio. Assim que, se por acaso tiver mudado de parceiro/a há menos de seis meses e estiver com vontade de doar sangue, tem bom remédio. Mantenha o parceiro/a que tem fixo e espere o tempo que falta. Passada a prova das perguntas, é altura de nos fazer um exame no qual nos é medida a tensão arterial e se o número de glóbolos vermelhos são suficientes para uma doação, sem que constitua nenhum risco para a saúde. E após a consulta, vai dar sangue com a certeza que este será analizado, submetido a um controlo bastante rigoroso.

N'Dalo Rocha 2002-12-23

Receba as melhores oportunidades no seu e-mail
Registe-se agora