Aberto há cerca de três meses, vai apostando na diferença. Por isso nestes pratos não é servido nem bom nem mau peixe, mas sim petiscos, de tal forma que até lhe chamam um restaurante de tapas. Das nossas, claro.
Encontra-se de tudo um pouco: Tapas de cogumelos recheados, Queijo de cabra no forno acompanhado por compota de framboesa, Ovos de codorniz, Salada algarvia e de polvo, gambas e os já costumeiros enchidos e fumados, de presunto e de morcela. (Ufa!) Para dar um cheirinho a Espanha, país originário das tapas, existe ainda uns petiscos de se lhe tirar o chapéu: os Pimentos Padrón (unos picán, otros nón) e o Paio de porco preto. E tudo isto por um preço acessível: cerca de 5 euros a tapa. Há também as saladas, o Bife de lombo (9 euros), Arroz de pato (10 euros) e ainda os Crepes doces ou salgados (5 euros) que têm em comum o facto de serem enormes.
A diferença e originalidade são as grandes apostas e acabam por ser o chamariz da casa. E como o conceito do restaurante é vir para ficar, este espaço torna-se um misto de restaurante a bar. Neste último capítulo reinam as caipirinhas, os sumos naturais, a imperial bem fresca e quando já se tiver entrado pela noite dentro, as tostas vêm cair que nem ginjas. De vez em quando organizam-se festas como a da Lua Cheia e aí o L-Colesterol enfeita-se com tochas e com a luz natural da lua. Só os grilos é que ficam lá fora, mas ainda assim fazem-se ouvir.
Paula Oliveira Silva 2002-10-01