No centro de Lisboa, mas resguardado da confusão, entre a praça mais alegre da capital e o chafariz da Mãe d’ Água, fica este novo restaurante vegetariano, o Jardim dos Sentidos.
Aqui funcionou uma antiga mercearia, reabilitada para cumprir a mesma função. Só que os produtos que hoje cá se compram são biológicos, vegetais, e outros que tais. Os mesmos que estão ao serviço da cozinha deste restaurante.
A recuperação deste espaço chegou ainda a algum mobiliário de linha tradicional como as tulhas. Há uns anos era chegar, pedir meio quilo de qualquer coisa e mandar embrulhar em cartuchos de cartão. Agora não é bem assim.
Depois, a sala de refeições. Paredes de pedra e abóbadas em tijolo que o edifício é antigo e não há porque esconder isso. Ao comando da cozinha está o brasileiro Celso, ex-monge krishna. Não é de estranhar, portanto, as suas influências indianas e brasileiras.
Quando se olha para a ementa com cerca de 10 pratos e mais umas tantas entradas, muitas coisas agradam só de nome. Há singularidades como Combinado de Mandioca servido com Sabjib de Vegetais ou Chili de Vegetais preparados com Pimentos frescos e Malaguetas.
Mas enquanto se preparam os pratos, que se apresentem uns Cogumelos Recheados com Espinafres e Queijo, uns Crepes de Vegetais e para excitar mais um pouco o paladar um Papadan picante com Molho de Iogurte, que hoje somos muitos.
Por 7,5 euros, ao almoço o buffet é alternativa. Sopa, saladas diversas, dois ou três pratos quentes, a mesma quantidade de frios, bolinhos de arroz, entre outras coisas saborosas. E o chá do dia a acompanhar.
Os pratos do dia vão variando, mas às quintas-feiras não dá para alterar, (que a clientela fiel não deixa), a Feijoada à Brasileira e o Cozido à Portuguesa. Sendo esta uma casa lactovegetariana, os enchidos serão substituídos por tofu e seitan.
A refeição já estaria terminada não fossem as sobremesas tão boas como são. Por isso para a mesa já estão a caminho uma Mousse de Maracuja, Gulab Jamun e uma receita bem nossa, o Requeijão com Doce de Abóbora e Canela.
Paula Oliveira Silva 2005-05-17