A Quinta do Vallado pode ser abordada sob várias formas. A primeira e talvez a mais óbvia, será a de ter permanecido na actividade de produção vinícola, centrada na casa que foi comprada por D. Antónia Adelaide Ferreira.
Personagem que dispensa apresentações e que tem na sua descendência directa a jovem geração que mantém viva a tradição que os vinhos assumiram nesta belíssima propriedade. Fica junto da Régua, sendo assim fácil hoje lá chegar. A propriedade de grande dimensão distribui-se pelas duas margens do rio Corgo.
Casa centenária
Datará de cerca de 1716, conforme inscrição na capela adjacente, esta casa de traçado nobre e aspecto imponente, pouco vulgar entre o rigor austero das quintas mais conhecidas do Douro vinhateiro.
Foi comprada por D. Antónia, quando em pleno exercício da sua grande empreitada e ainda hoje está nas mãos de descendentes directos seus. Francisco Spratley Ferreira e o seu primo João Ferreira Alvares Ribeiro, ambos na linha directa de descendência de D. Antónia, empenharam-se não só no vinho, assunto que falaremos mais à frente, mas também nesta casa de particular beleza.
Recentemente, com o empenho total de Alvares Ribeiro, até então dedicado ao sector bancário que entretanto abandonou, procedeu-se a um restauro profundo da casa, respeitando sempre o seu traçado original, criando um dos enoturismos mais interessantes do Douro.
São apenas 5 quartos, todos eles decorados naquilo que se pode chamar luxo discreto, com janelas a usufruírem da vista permitida pelo ponto alto onde se situa a casa, com casas de banho modernas e particularmente bonitas do ponto de vista cromático, com a vantagem de estes 5 quartos anexos à casa de habitação de um dos proprietários, terem entrada autónoma.
Mafalda César Machado 2008-01-02