Ao entrar na porta principal da Quinta de Sara, em Vila Verde, a primeira impressão que se tem é de que tudo está certo. São aquelas as pessoas certas para nos receber, são aqueles os espaços certos que pensamos encontrar, os cheiros certos para uma casa no coração do Minho, os sons certos de água e pássaros e, é claro, a decoração certa para uma antiga quinta de família recuperada com um cuidado extremo. Uma conversa com os membros da família basta para entender o carinho especial com que cada objecto foi pensado, cada área da casa planeada de forma a que o hóspede não seja um hóspede mas antes um membro da família que regressou ou simplesmente que vai visitar os seus parentes de Vila Verde.
É bom andar descalço pelo soalho envernizado dos corredores, tal como é bom ficar debruçado no antigo tanque das lavadeiras a beber água da bica e a ouvir as rãs que entretanto se aproveitaram do espaço. Sentimo-nos privilegiados ao investir na piscina, no court de ténis, no ginásio da quinta ou ao dar uma volta de bicicleta pelas imediações. Tudo incluido na estadia. Afinal, não se cobram estas coisas a um membro da família... Se for à quinta no Outono poderá participar no ritual das vindimas e depois provar do delicioso vinho branco caseiro. Aliás, uma das intenções desta casa de agro- turismo é integrar o hóspede em actividades típicas da quinta. Mas se optar por sair da Quinta de Sara para conhecer o Minho, encontra aqui o local ideal para regressar ao fim do dia: é que a casa fica no centro desta província, a escassos quilómetros de Braga, Ponte de Lima, Viana do Castelo ou do Gerês. Pode sair pela manhã e visitar a famosa Torre de Penagate, monumento de valor nacional, ou os maravilhosos campos verdes do Minho.
Álvaro Cúria 2002-09-03