Desde o ano de 2000 que mais de um milhão de computadores ligados à internet em todo o mundo zelam pela solução de problemas científicos e pelo avanço da medicina. O seu também pode ser um deles.
O propósito
O objectivo é nobre, desempenhar um papel de relevo na luta contra doenças temíveis e até à data incuráveis. O projecto desenvolvido pela Universidade de Stanford simula, pela primeira vez, a formação de proteínas e relaciona as suas deformações com a origem de doenças como a BSE, Alzheimer, Parkinson e variadas formas de cancro. Por essa razão, o processo da formação das proteínas é indispensável ao avanço da ciência e da medicina.
Porém, os cálculos são de tal ordem complexos que nem o mais avançado dos computadores é, por si só, eficaz. Assim, a computação distribuída, cujo nome do projecto é Folding@Home, revela-se muito mais eficiente. Daí a solução encontrada na capacidade de processamento dos computadores pessoais espalhados por todo o mundo.
Os voluntários descarregam o programa, previamente instalado, que estuda os diversos tipos de proteínas e que funciona quando o computador não está a ser utilizado tornando a máquina produtiva mesmo quando não estarmos a trabalhar nela. Findo este processo, os resultados são enviados para a base de dados central de Stanford.
Portugal soma e segue
Por terras lusas, são cerca de 400 processadores que diariamente contribuem para esta causa. A equipa 35271, a Portugal@folding é notícia ao entrar para a lista das cem maiores equipas do Folding. Inclusivamente já foram organizados encontros e jantares de forma a estimular ainda mais a participação só que sem os computadores pessoais. Esses ficam em casa, mesmo que aparentemente desligados, a trabalhar para o bem da Humanidade.
Há sempre forma de saber um pouco mais sobre o assunto. Aqui ficam alguns links que podem ser importantes:
http://folding.stanford.edu
http://portal.portugalfolding.com/home.php
Paula Oliveira Silva 2005-06-28