Pousada de São Bartolomeu

Quartos com vista para Montesinho que se debruça sobre a esplendorosa cidade de Bragança

As ruas da cidade

Chegar a Bragança após uma longa viagem e o que apetece mesmo é descansar, após tanto quilómetro de estrada, tanta ultrapassagem a carros e camiões.

A Pousada de São Bartolomeu, localizada no cimo do monte com o mesmo nome que se debruça sobre a cidade, é o abrigo escolhido para esta noite. O dia começava a morrer, por isso, tornou-se difícil apreciar as vistas, concentrei-me apenas nas mordomias do serviço.

Mesmo ainda sem apresentar as minhas credenciais de jornalista, fui muito bem recebido pelos empregados que se mostraram afáveis e me acompanharam até ao quarto. Apesar de standard era espaçoso, possuindo todo o conforto que deve ter, ajudado pelas suas camas de corpo e meio com colchões fofinhos. Em cima da cama repousava um roupão turco do banho de cor branca e no chão, as duas pantufas sobre o tapete. Assim apetece descansar.

A casa de banho, ou melhor salão de banho, é absurdamente grande. Equipado com modernas loiças, o balcão de mármore verde escuro onde se incrustam dois lavatórios, tem a particularidade de possuir um salão para a retrete separado do resto do espaço por uma porta de vidro.

Aproveitei e após o merecido banho de imersão, foi tempo de me deliciar com o Porto de boas-vindas enquanto lia um livro. Uma ligeira pausa e já é tempo para jantar. No piso da recepção está o restaurante, porém, para os que gostam de explorar a cidade, existem duas boas alternativas para jantar. “O Geadas”, na rua do Loreto, e um pouco mais distante do centro mas não muito longe, o “Real Feitoria”, com a sua inovadora cozinha transmontana que combina também alguns pratos de autor, tudo bem assessorado por uma criteriosa carta de vinhos. Já bem saciado, foi altura de regressar aos meus domínios. Por volta das 23:30 num dia de semana a cidade está praticamente deserta, com excepção de alguns estudantes que passam, provavelmente a caminho de alguma festa. Agora, mães, pais e meninas brasileiras, nem vê-los. Pouco importa, fui dormir na mesma.

N'Dalo Rocha 2004-03-09

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