Fora de jogo
Antes do jogo, o ponto de encontro é no bar e restaurante. Golfistas e aspirantes a tal, combinam estratégias e decidem não experimentar, pelo menos para já, o enorme terraço com vista para o campo de golfe. Tomam o pequeno-almoço no interior deste edifício que dá ares de challet de montanha e nem lhe falta a lareira a compor o ambiente.
Os enormes cadeirões onde se prolongam conversas iniciadas no jogo, convidam a sessões de recolhimento, o que só acontece aquando do regresso. Não por casualidade, o nome do restaurante é “Nineteen” numa alusão ao décimo nono buraco do campo, que será este, à mesa, onde muitos negócios se ultimam. Mas só aos almoços a degustar o tradicional da cozinha portuguesa ou brasileira porque às 21 horas encerra o restaurante portas.
De taco na mão
Para os iniciantes, o campo de treinos ainda dá para suar a camisola mas não exige habilidades de maior. Quanto aos profissionais, a perícia é testada pelos dezoito buracos projectados por Rocky Roquemore, famoso arquitecto de campos de golfe. Na Beloura o golfista é estrangeiro mas também encontra, cada vez mais, o nacional. O jogador que não é o Tiger Woods, treina a pancada, uma, duas e três vezes, não vá a bola cair ao charco e acertar nalgum pato. Livrou por pouco... Não raras vezes atravessam estes animais o green, alheios ao que por ali se passa. Quem vai de buggy tem de ter atenção redobrada.
A paisagem está entrecortada por plantas e árvores de espécies tão distintas como pinheiros, eucaliptos, palmeiras e até magnólias. Lagos, ribeiros e pequenas pontes de madeira mais do que possíveis obstáculos são elementos decorativos. Verdadeiros oásis no meio de tanto verde.
Ao fundo do quadro estão os contrafortes da serra de Sintra. O ar é puro e por momentos o silêncio é tal que até se pode ouvir uma mosca voar. Gente civilizada, esta do golfe...
Paula Oliveira Silva 2004-06-15