Passeio nº 8 - Rio Minho e Gerês

Verde ao natural. Paisagens e recantos à beira de um rio.

Percorra o mapa de sul para norte com os dedos e pare no Minho. Se no final do mês de Abril o motivo de viagem é a festa do Fumeiro e do vinho verde Alvarinho, no Outono são as vindimas e de Verão os festivais. Em Vilar de Mouros e em Paredes de Coura, a música chama os adeptos do som e das águas frias do norte. Em qualquer dos casos, o Minho permite que se diga “já aí vou” à vizinha Espanha.

Refúgio dos guerreiros

A Pousada de Dom Diniz, em Vila Nova de Cerveira, bem no coração do burgo fortificado do século XIII não podia estar mais bem localizada. Os quartos têm pequenos pátios e varandas e das muralhas pode apreciar-se uma vista privilegiada para o rio Minho.

O jantar também pode ser aqui porém a noite pode terminar com um passeio pelo centro histórico da vizinha vila de Caminha, meia-dúzia de quilómetros a sul. Se houver energias para tal, os bares de Moledo e Vila Praia de Âncora, ainda mais para sul, podem ser o último fôlego.

Espanha à vista

A manhã do primeiro dia de fim-de-semana é reservada a Espanha. O barco parte de Caminha e leva os portugueses até à outra margem do rio Minho. Do alto do Monte de Santa Tecla, cujas famosas citânias comprovam que já os celtas admiravam as qualidades daquele estuário, tem-se uma vista fantástica sobre a foz do rio Minho e Caminha.

Ou então opte pela visita ao Forte da Ínsua, secular sentinela da barra do Minho, erguido numa ilhota a meio do rio. Apesar da sua localização também recebe visitas. Para lá chegar porém, só na época balnear, e de barco a partir do cais de Caminha, serviço que deverá contratar com um pescador experimentado, já que as correntes da vazante são traiçoeiras. A viagem pode ser agitada pela rebentação mas dura poucos minutos. Vá equipado com toalha e bronzeador, e entregue-se a uma tarde ao sol.

Não terá sido com este propósito que os frades franciscanos aí se instalaram ou se aquartelaram soldados e artilheiros com o objectivo de defender Caminha. O forte seiscentista esteve durante muito tempo votado ao abandono e disso se queixam a igreja e o convento.

Regresso a terras lusas

Quase sem dar por ela, já está a manhã passada. Um dos caminhos mais bonitos do Minho é este que percorre a fronteira norte do país. Caminha e Vila Nova de Cerveira já estão para trás. Segue-se na continuação do IC1 Valença e o tão esperado almoço. Vinho verde e rojões, nem é preciso mais..., a não ser alguém que não tenha provado do néctar e que esteja apto para a condução. O Restaurante Lido, na Gandra, serve um salmão à marinheira de se lhe tirar o chapéu, mas o cordeiro assado no forno não lhe fica atrás.

A tarde convida a um pulo a Tuy. As velhas torres do Centro Histórico visíveis de Valença são um bom guia para o visitante. A catedral, fortificada, é do tempo de D. Afonso Henriques e é dos monumentos mais visitados. Ao percorrer as ruas do centro histórico descobre um sem número de casas senhoriais galegas, motivos mais que suficientes onde deter o olhar.

Paula Oliveira Silva 2005-02-01

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