Passear no fundo do mar em Sesimbra

Conhecer o fundo do mar sem molhar um cabelo nem sequer utilizar o equipamento de mergulho?

Não se corre nenhum risco, mas não deixa de ser um desafio ver o que se passa no mundo submarino. E acredite-se ou não, passa-se muita coisa… O local de partida é no Porto de Abrigo de Sesimbra. À hora marcada, grupos de amigos e crianças, acompanhadas pelas professoras, esperam pelo Apnea, o submarino flutuante, cujo nome é uma homenagem ao mergulho. Para além de original, ilustra na perfeição o que se vai passar a seguir.

Instalada a tripulação, ouvem-se as primeiras indicações de comportamentos a tomar, ou para se ser mais preciso, a não adoptar. Enquanto se presta atenção às poucas mas muito úteis recomendações, o Apnea já está a caminho da praia do Inferno, (que se situa um pouco antes do Cabo Espichel), para depois regressar ao ponto de partida. Durante cerca de hora e meia somos brindados por vistas que têm tanto de belo como de misterioso.

Sesimbra ficou lá atrás, com o castelo, os montes e as suas construções. Agora é a vez da costa rochosa, imponente, com formas estranhas, e pouco acessível aos humanos, mas com praias de areia fina e água claríssima. Outros barcos navegam neste mar, mas estes são de pescadores que retiram destas águas o sustento do dia-a-dia. As gaivotas fazem o mesmo. Sobrevoam o mar à procura de peixe fresco e logo de seguida refugiam-se nas rochas.

À medida que sulcamos as águas, somos informados das melhores alturas para permanecer na popa do barco e apanhar um pouco de sol enquanto admiramos a paisagem, ou então, para descer até ao casco submerso e assistir, ao que se passa no fundo do mar.

Paula Oliveira Silva 2002-06-25

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