Paisagens do sotavento algarvio

Ao encontro da ria Formosa

Embarque numa viagem de comboio que abre o apetite e dá pistas sobre os atractivos deste troço costeiro, destacando as suas localidades e praias. Como os pontos de interesse são tantos, faça este passeio ao seu ritmo e saia do comboio sempre que quiser conhecer cada local. Para melhor programar o itinerário, consulte os horários da C.P. antes de iniciar a sua viagem.

De olhos postos na ria Formosa e nas férteis campinas do Sotavento Algarvio, ao longo da linha ferroviária que liga Faro a Vila Real de Santo António, descobrem-se lugares singulares iluminados pelo sol caloroso da região mais a sudeste de Portugal.

E começa a viagem

Passam apenas dez minutos desde que o comboio inter-regional partiu de Faro com destino a Vila Real de Santo António e um intenso aroma a maresia já se apoderou do interior das carruagens. Da janela que preferimos entreaberta vislumbra-se a ria Formosa, onde flutuam pequenas embarcações e uns tantos pescadores solitários tentam a sua sorte.

Os passageiros, é notório, há muito que se deixaram encantar pela paisagem. E não é para menos: estamos em pleno Parque Natural da Ria Formosa (com sede em Olhão), área protegida que nos fará companhia ao longo do percurso, proporcionando visões tão distintas quanto são diferentes entre si os bancos de areia, sapais, salinas, cursos de água doce, pinhais e campos agrícolas.

Salinas e praias a perder de vista

Entretidos com tão belas aparições, num ápice chegamos a Olhão, cidade anunciada por marinhas já cobertas de sal. De carácter piscatório desde as suas origens, é um dos lugares da costa algarvia mais indicados para degustar peixe e marisco bem frescos.

Poderá encontrar bons restaurantes junto aos mercados municipais (onde também funciona o mercado do peixe e da hortaliça durante a semana), de arquitectura neo-árabe, com vista para a ria e para a marina.

Na cidade vale a pena dar uma volta pelo Bairro do Levante, de todos o mais antigo com as suas casinhas revestidas a azulejo e ruelas serpenteantes. E não deixe de fazer uma visita ao edifício do Compromisso Marítimo, onde foi instalado o Museu da Cidade. No Verão, a praia da ilha da Culatra, com os seus longos areais, é acessível por barco, garantindo longos dias soalheiros à beira de um mar cálido.

Prosseguindo viagem “sobre carris”, a vila piscatória da Fuseta recebe-nos com estendais de roupa esvoaçante, que adivinhamos esconderem o casario de forma cúbica, rematado por açoteias. Nos meses mais quentes é alvo de autênticas romarias, pois é daí que partem os barcos para as ilhas da Armona e da Fuseta.

Sara Raquel Silva 2006-10-04

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