Vamos ao Alto de Santa Catarina.
Noobai é, para quem não saiba “nós vamos” em dialecto crioulo. É um verdadeiro achado este sitio, dotado de uma das mais bonitas vistas possíveis de Lisboa, junto do miradouro de Santa Catarina.
A vista, com o esplendor do Tejo e a geometria abstracta das antenas, sempre lá esteve. A comodidade da perspectiva é que mudou radicalmente, desde a inauguração em Junho de 2005, deste hoje imprescindível Noobai Café. Substitui com todas as vantagens o antigo Marinheiro, um improviso restaurativo de qualidade inferior, mas com o tal factor de relevo, a vista.
Ambiente de características jovens
O actual Noobai começa por deslumbrar quem lá chega, especialmente se for a primeira vez, quando assoma a uma escada a pique e se depara com uma paisagem fantástica. Descida a escada com muito cuidado pois são íngremes os seus degraus de ferro, desemboca numa esplanada onde a mistura de nacionalidades de idade jovem transmite um ar cosmopolita. Em dias de sol mais forte, enormes guarda sois brancos previnem das gripes possíveis.
Na zona que se situa debaixo do vão das escadas, encontra um engraçado espaço para crianças a que os proprietários chamam Noobinho, que poderá ser um descanso para pais de fim de semana. O que poderá não equivaler exactamente ao sossego dos outros frequentadores…
Os empregados, predominantemente jovens e simpáticos, não param, especialmente em dias de melhor tempo onde a fama já angariada por esta recente casa, atrai uma imensa clientela, nomeadamente durante as horas dedicadas ao almoço. Porque há muitas horas para aproveitar, de maneiras diferentes é claro, o Noobai que está aberto todos os dias, imagine-se! Das 12h às 24h.
Sugere-se no entanto a selecção das horas do dia iluminadas pelo sol que transmite a este local um ambiente de excepção.
E não é só a esplanada que conta, pois na sala interior, ao mesmo nível, e com a possibilidade de apreciar a mesma vista de algumas mesas, também se fica muito bem.
Eclético será o adjectivo que melhor classifica o ambiente.
Cadeiras todas diferentes mas sem exagero de cores, um engraçado recanto com um sofá e mesa para consulta dos muitos jornais e revistas à disposição, objectos curiosos numa antiga estante recuperada do comércio tradicional, onde se guardam as mantas disponíveis para dias ou noites mais frias, em cores garridas, e o balcão.
Balcão a marcar a sala, com um espelho estrategicamente colocado que a reflecte, um bonito arranjo de flores frescas a dar-lhe uma cor alegre, atrás do qual a azáfama coordenada dos empregados se sucede.
Mafalda César Machado 2007-04-04