Natal à volta do mundo

Bacalhau, bolo-rei e presentes à meia-noite? Não necessariamente. Saiba como se vive o Natal por esse mundo fora.

Um pinheiro enfeitado, família reunida à volta do bacalhau, bolo-rei para sobremesa e troca de presentes lá para a meia-noite. Soa a Natal, não soa? Por cá, sim. Mas pelo mundo fora a história é outra e as tradições também. Ora saiba quais.

Da Lapónia a Portugal há, ao que parece, 1001 maneiras de celebrar esta altura do ano. É que o Natal como nós o entendemos é uma coisa só nossa. Noutros países, é como se o Grinch tivesse passado por lá e roubado o (nosso) Natal. Se não sabia, fica a saber que o dia em que celebramos o nascimento de Jesus foi uma data escolhida pela igreja séculos depois do ocorrido (oficializada pelo Papa Libério no ano 354 d.c.) para coincidir com a data do solstício de Inverno e com o dia do Sol (a Saturnália dos romanos), encobrindo o significado pagão associado a esses dias.

Feriado católico para uns, para outros é só mais uma forma de estar com a família. Até há alguns a quem isto do Natal não diz nada e que fazem a grande celebração pelo Ano Novo (e há quem goste tanto dele que o celebra duas vezes). Para os judeus, já se sabe que não há Natal, há Hanukah. Cada cabeça, sua sentença. E embora seja costume passar esta época em família, as restantes tradições são diferentes nos quatro cantos do mundo.

Traços em comum? Também os há. Até agora, na grande maioria dos países, contam-se dois: a ceia e as histórias que se contam a respeito de um senhor barrigudo e pachorrento que dá pelo nome de “São Nicolau” (Pai Natal, para os amigos). Figura que nasceu nos países nórdicos para celebrar a chegada do Inverno (para o qual se veste a rigor), foi pensada à imagem e semelhança de um bispo turco que viveu no século IV. Acredite-se nele ou não, uma coisa é certa: o espírito natalício anda à solta e a fazer das suas...

Andreia Melo 2007-12-19

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