Não é o Calçadão de Copacabana, mas é o que de mais parecido temos por cá. De Verão, este passeio decorado com calçada portuguesa enche-se de pessoas que a pé, de bicicleta ou de trotinete, transformam este espaço num autêntico mar de gente. Hora de ponta, é o que é. Alternativa? Quem tiver força nas pernas, nada melhor do que percorrer os 12 quilómetros de areal à beira-mar, junto à rebentação das ondas. É que assim sempre se tem desculpa para descansar junto a um dos muitos bares de praia que animam aquela que é considerada por muitos como “a rainha das praias portuguesas”. A juntar a tudo isto, o famoso Mundialito de Futebol e o Campeonato do Mundo de Surf. A Figueira da Foz tem sido o local escolhido. Por que será?
De dia...
Quem não tem preparação física para uma competição, então o melhor será mesmo descobrir a cidade. Até onde for possível, de carro, depois sem muito esforço, a pé. Afinal não é só de Verão que se deve vir à Figueira. Aliás, esta é até uma boa altura. O calor ainda não veio e como tal as praias não estão à abarrotar. Assim fica-se com tempo disponível para visitar os monumentos. É que existem sítios tão bonitos que é uma pena gastarmos o tempo todo à beira-mar, a ver quem passa.
Seja Verão ou Inverno a marginal da Figueira merece ser percorrida de uma ponta à outra. Com o auxílio de um carro ou até mesmo de uma bicicleta (até porque existe uma ciclovia junto à praia) parte-se junto à foz do Mondego e termina-se em Buarcos. Entretanto conhecem-se três fortalezas: a de Santa Catarina, o fortim de Palheiros e o de Buarcos. Edificados para defesa do litoral, os mais antigos remontam ao século XV. Na foz do Rio Mondego, actualmente apenas funciona o pequeno farol que tem a árdua tarefa de ser guia das embarcações na barra. O forte de Palheiros, é o mais recente dos três. Foi mandado erguer por D. Miguel aquando das guerras liberais, mas pouco restou desta edificação. O mesmo se aplica ao de Buarcos, já que apenas existe parte do pano da muralha. E é tudo. Tem é uma bonita vista para a praia, onde pescadores de cana na mão tentam a sua sorte.
Paula Oliveira Silva 2002-05-14