Museus ferroviários

As memórias do comboio.

Em parceria com a CP - Comboios de Portugal. Mais sugestões e todas as informações úteis em www.cp.pt.


A estação de Santarém, uma das mais bonitas e decoradas da Linha do Norte, pode ser o ponto de partida desta viagem virtual aos tempos áureos dos comboios.

Antes de visitar o Museu Ferroviário, não deixe de apreciar os azulejos da estação. Da autoria de J. Oliveira, foram colocados em 1927, ocupando unicamente a fachada virada para o cais. A temática é fundamentalmente regionalista, com referências às paisagens ribatejanas, à criação de touros, existindo ainda, um painel evocativo da conquista da cidade aos mouros pelas tropas de D. Afonso Henriques. Já agora, não perca de vista que a cidade tem interessante património construído (como as igrejas da Graça e de Alporão), ao ponto de ser conhecida como capital portuguesa do gótico (a partir da estação o acesso é rápido, seja de táxi, seja nas carreiras de autocarros).

O Museu Ferroviário fica entre a gare e o Tejo, ocupando as instalações da antiga cocheira das locomotivas. Inaugurado em 1979, a sua grande atracção é o chamado Comboio Real. Trata-se de uma composição de três carruagens «puxada» pela locomotiva a vapor D. Luis, fabricada em Inglaterra em 1862. Qualquer dos três veículos impressiona pelo seu requinte. O mais antigo é o chamado Salão Maria Pia que deve o seu nome a ter sido oferecido por ocasião do casamento da princesa italiana com D. Luis. Foi fabricado na Bélgica em 1858. Segue-se o chamado Salão do Príncipe e, sinal doutros tempos e da concomitante mudança de regime político, o mais recente é o Salão Presidencial, fabricado na Alemanha em 1930.

Lifecooler 2006-11-15

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