Museu do Café - Campo Maior

Uma fábrica de torrefacção de café criou o único Museu do Café da Península Ibérica.

Ainda mal saímos de Campo Maior, mas como o vento sopra a favor de Espanha, sente-se um agradável aroma a café torrado no ar. É uma cheirinho gostoso, meio adocicado apesar do café ser amargo.

Pela estrada que trilha as longas planícies alentejanas, cedo se avistam as fumegantes torres de torrefacção e mais alguma tubaria complicada, própria de uma indústria pesada. É a fábrica de torrefacção da Delta e daqui saem constantemente camiões para todo o país.

Nos campos à volta há imensas plantações. Porém, desengane-se se pensa que estas poderão ser de pés de cafés. Não são pés, mas sim vinha, que os bagos de café continuam a vir de África e da América do Sul, maioritariamente.

Um museu diferente

À entrada, estaciona-se onde houver espaço. Não estranhe se nesse preciso momento chegarem autocarros escolares a abarrotar de estudantes irrequietos, ansiosos por fazer mais uma visita de estudo. São o público que mais visita o museu.

O museu ocupa uma sala bastante ampla com uma exposição permanente na qual nos explicam o processo desde a plantação do café em terras longínquas, passando pela fase de torrefacção, até ser bebido na chávena, como nós o conhecemos.

No primeiro andar, numa espécie de mezzanine, o espaço destina-se a exposições temporárias de temática diversa, que poderão ou não estar relacionadas com o café.

Integrado nas instalações da fábrica, o museu foi inaugurado em 1994 e é dos poucos do género no mundo e único na Península Ibérica. Só por isto já parece interessante, vamos a isso.

A origem do café

Os primeiros painéis da exposição permanente são enormes fotografias e planisférios que explicam as mais significativas áreas de produção de café no mundo, assim como os mais importantes roteiros.

De um modo simples, facilmente percebemos que as principais espécies são a Robusta e a Arábica. Uma é mais amarga e a outra mais suave e aromática, resultando assim em diversos produtos finais (os lotes), de acordo com o gosto de cada cliente.

A visita prossegue agora para os cafeeiros, ou melhor, lotes de distintos pontos do globo arrumados em caixas nas quais se separam os grãos crus e os torrados.

N'Dalo Rocha 2004-05-04

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