Nasceu na região italiana da Toscânia em 1986 e hoje conta com mais de 80.000 associados em 100 países. O movimento Slow Food promove o prazer da degustação dos alimentos, começando, desde logo, pelo cuidado com a sua preparação.
Abrandar o ritmo
A organização internacional Slow Food foi criada com o intuito de promover a cultura da boa comida e do bom vinho, mas também de proteger a diversidade na gastronomia e na agricultura um pouco por todo o mundo.
Os números são claros e, de certa forma, assustadores: 75% da diversidade alimentar Europeia desapareceu desde 1900; 93% da diversidade alimentar Americana desapareceu no mesmo período; 30.000 variedades de vegetais extinguiram-se ao longo do século passado, e a cada seis horas que passam desaparece mais uma.
O símbolo escolhido para esta organização representa um caracol – a metáfora é evidente. É, precisamente, essa imagem que distingue as actividades da Slow Food, bem como todos os seus associados, que podem ser agricultores, investigadores científicos, restaurantes, mercearias, hotéis, ou seja, todos quantos queiram contribuir para a propagação deste movimento. São os chamados “filósofos da comida lenta”, empenhados em redescobrir os sabores das tradições alimentares locais e em proteger o património animal e vegetal do planeta das agressões químicas e, em última instância, da extinção.
No terreno
Actualmente existem delegações da organização em Itália, na Alemanha, na Suiça, nos Estados Unidos, em França, no Japão e na Grã-Bretanha. Mas os membros espalham-se por muitos mais países, reunindo-se em grupos locais – Condotte, em Itália, e Convivia, no resto do mundo – que se dedicam à realização frequente de cursos, provas, jantares e iniciativas de turismo gastronómico, bem como à promoção local de campanhas lançadas pela sede.
Portugal aderiu em 1997, graças a Virgínia Kristensen, uma portuguesa casada com um dinamarquês. Dois anos depois de terem lido no European um artigo sobre o movimento, o casal decidiu deitar mãos à obra e fundar aquele que é o Convivium mais activo entre nós, na Arrábida. Hoje conta com 170 membros, entre os quais Maria de Lourdes Modesto e António-Pedro Vasconcelos.
Para além de intervir no júri internacional que, anualmente, atribui prémios pela distinção na observância dos princípios Slow Food, o Convivium Arrábida é responsável por uma série de iniciativas de informação e de lazer.
Já no próximo dia 12 de Março terá lugar um passeio à Quinta da Alorna, em Almeirim, que incluirá visita guiada à Adega de Vinificação e Estágio, prova de quatro vinhos e almoço regional, bem como outras actividades durante a tarde. As marcações podem ser feitas até 09 de Março.
Se não ler este texto a tempo de participar neste evento, não se preocupe. Muitos outros se lhe seguirão, pelo que aconselhamos a anotar os contactos abaixo indicados:
Convivium Arrábida, Associação do Slow Food Portugal
R. Camilo Castelo Branco 14
2950-613 Cabanas
Tel./Fax: 212 880 979
Telemóvel: 933 296 602
E-mail: slowfood@cabovisao.pt
Slow Food International Organization
Web Site: www.slowfood.com
Ana Marta Ramos 2005-03-01