Mestre d’Aviz – Porto

Boa cozinha sem pretensões.

Num dos sítios mais “chic” da cidade do Porto, na zona da Boavista, descendo-a na direcção do mar, concentra-se actualmente uma mistura residencial e comercial privilegiada.

Com um dos melhores liceus da cidade (a classificação é oficial) mesmo ao lado, o qual anima, em tempo de aulas, esta zona de jovens de várias tendências da moda actual e uma profusão das melhores lojas de marca, de escalão internacional, incluindo perfumarias topo de gama, ourivesarias, de sedução para crianças informadas, e até um dos melhores floristas da capital, apresenta uma falha crucial. Tanto para os que cá vivem, como para os muitos que lá trabalham, pois aqui se concentram variados serviços, com predominância dos escritórios de advogados, que implicam uma imensa população, e falamos apenas dos dias chamados úteis. Restaurantes no Aviz A referida falha está na restauração. No nível médio, pois é exactamente no Aviz que o famoso Bull and Bear de Miguel Castro e Silva marca, corajosamente, há muito tempo, a sua presença. Nada tem a ver com o Mestre Aviz, a funcionar num registo totalmente diferente. E, por acaso seu vizinho, no extremo oposto do edifício. Aquele que para muita gente funciona apenas como um simpático café, o que não é nada mau, tendo em conta que nesta zona só funcionava, até há muito pouco tempo, outro café, muito menor em simpatia. Muito recentemente abriram mais, finalmente! Dois espaços, um dos quais teve a pertinência de estar aberto ao domingo, quando o deserto no Aviz é ainda mais sentido. Mas voltando ao Mestre, de nome bem merecido, apresenta uma grande falta, passe a insistência, em fechar ao domingo. Cozinha bem feita com problema de comunicação

Referindo o que mais irá interessar, pois a caracterização do local já está esboçada, passemos ao local de intervenção. No prédio principal de escritórios, onde na extremidade oposta, com a boa vista homónima, fica o Bull and Bear, na entrada principal, no número 55, virado à direita encontra uma escada rolante. À sua esquerda, perfeitamente visível, lá está o Mestre d’Aviz. Movimento frenético à hora de almoço, procurado, pela qualidade, preço e simpatia (a ordem dos factores é arbitrária) e, exclusividade, no seu espaço de há oito anos que se foi revelando pequeno, tendo aumentado para mais uns 40 lugares em mesas para refeições. Que continuam sempre cheias. Com problema de comunicação. O som entusiasmado do frenesim da clientela é o culpado. Mas quem não se habitue, se puder, escolha outro horário. Ao almoço, depois das três horas é penalizado, pois os pratos do dia (aqui não existe ementa) terão acabado.

Mafalda César Machado 2007-03-21

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