Chega-se ao Largo de Santo Antoninho após uma descida de 283 metros percorridos a pé desde o alto da Rua de São Pedro, junto ao Bairro Alto. O centenário Elevador da Bica também é opção. Quem se faz aparecer pelo Largo do Calhariz tem mais sorte pois o atelier de Élia Lé é logo ali.
O sítio é discreto, tão discreto que não existe nada que o indique. Sabe por nós e pela explicação da proprietária, Élia Lé, via telefone, se ainda achar necessário. Élia Lé preocupou-se também em decorar o espaço, um gosto que lhe ficou desde os tempos em que estudou Design de Interiores e em que colaborou em projectos de decoração em lojas e editoras discográficas.
A decoração foi meticulosamente projectada no que a cores e peças diz respeito. É o glamour que aqui impera. Um espelho enorme, bem ao estilo dos camarins das estrelas parece chamar pelo nome as mulheres citadinas que encaram de forma natural os cuidados com a imagem. Mas não está fechada a homens que cuidem da pele...
Escrito numa parede está o lema da casa, diamonds are not a girl’s only best friend... A velha máxima de Marlyn Monroe ganha agora nova interpretação, afinal, nos tempos que correm, a maquilhagem faz muito por uma mulher.
Um curso de Maquilhagem Profissional sob a batuta de Cristina Gomes veio desviar Élia Lé para outros caminhos, os mesmos que ainda percorre. Para trás ficaram as grandes produções artísticas para revistas de moda como a Vogue. Parou no momento em que resolveu abrir o seu próprio espaço que inaugurou a 24 de Fevereiro. Agora as estrelas são as clientes deste pequeno estúdio de Lisboa.
O conceito de exclusividade é de tal forma levado à letra que só funciona por marcação e atendimento individual. Porque Élia Lé considera a maquilhagem uma coisa íntima e que deve ser feita longe dos olhares de terceiros.
Paula Oliveira Silva 2005-05-30