Hoje, séc. XXI, estas sofreram grandes e significativas alterações. Já têm um preço muito mais acessível do que na década de oitenta – podes facilmente adquiri-las numa loja de óptica com um investimento pouco significativo. E depois há as cores e feitios – amarelo, avelã, verde florescente... As cores habituais deram lugar a um arco íris em que os teus olhos parecem verdadeiramente camuflados.
Sim, e depois há aquelas lentes com desenhos, como smiles ou corações para surpreender quem menos espera. Ou porque não tornares-te um verdadeiro David Bowie, com um olho de cada cor? Ou o próprio Marylin Manson, com um olho mais branco, num estilo um pouco mais decadente... Se reparares bem, esta moda das lentes de cor é um verdadeiro achado ao serviço dos actores que querem interpretar papéis de pessoas que não têm a mesma cor de olhos. Lembras-te da Madonna, em “Evita”, que teve que colocar umas lentes castanhas para interpretar a famosa mãe dos «descamisados»? Mas antes de serem um importante instrumento profissional, são sobretudo uma maneira divertida de mudares um pouco a tua imagem. Porque não saíres uma noite completamente diferente? Se tens os olhos escuros, umas lentes claras alteram a tua forma de sorrir, as tuas expressões... Mas atenção, porque por muito perfeitas que sejam as lentes, nota-se sempre que não é a cor verdadeira dos teus olhos... É um pouco atrevido mas é realmente diferente. Não custa nada colocá-las, é muito fácil e com o hábito vai parecer-te a coisa mais simples do mundo. Deves andar sempre com um frasquinho de lágrimas artificiais pois as lentes secam um pouco os olhos. Ah, se saíres à noite com uns fantásticos olhos azuis e conheceres alguém, não te espantes se no dia seguinte, quando estiveres sem as lentes, essa pessoa se fixar muito nos teus olhos: lembra-te que está à procura do fantástico olhar de vedeta que conheceu na noite anterior. Mas não te descaias e mantém a pose: assume-te como um habitante do séc. XXI, adepto da mudança de estilo. Já sabes, és tu que constróis a tua própria imagem!
Álvaro Curia 2003-09-02