Quando os afazeres deixam tardes livres para usufruirmos como bem entendermos, sabe bem visitar o Jardim dos Sentidos. Das 16 às 18 horas (excepto domingos), há lanches zen tomados no jardim, antecedidos por terapias à escolha, de uma hora ou trinta minutos. Uma receita que deve ser experimentada a dois.
Relaxar o corpo
Mal se entra, notam-se as diferenças. No espaço inicialmente dedicado à mercearia, bules, incensos, velas e outros produtos zen andam de mão em mão.
Adivinha-se uma tarde tranquila, ainda que no centro de Lisboa, com uma massagem de relaxamento a dar o mote. As terapias são, aliás, uma das jóias da coroa deste restaurante vegetariano. A outra é o jardim interior, que se insinua a quem o atravessa a caminho do bem-estar.
Já se vê, ao fundo, a dependência com quatro divisões para a prática de terapias alternativas como acupunctura, reflexologia, shiatsu e cromoterapia, entre outras. Com a sala à média luz e a música relaxante (com sons da Natureza) saboreia-se melhor os benefícios das massagens.
Já na marquesa, as mãos de Paula Petronilho encontram primeiro as nossas costas, para de seguida percorrer todo o corpo de frente e verso, cabeça incluída.
O óleo de bergamota tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso, sendo muito utilizado em casos de ansiedade e de exaustão.
Uma hora e poucos minutos depois, já relaxados e esquecidos de mazelas ou preocupações, é a vez de consolar o estômago.
Despertar o paladar
Como se tivéssemos esfregado a lamparina, o lanche já está à nossa espera, porque foi escolhido antecipadamente. A ementa, que contempla doces e salgados, preenche-se de nomes tão apelativos quanto saborosos. A "dura" tarefa a que nos propomos é escolher três propostas de entre as 10 que existem.
Paula Oliveira Silva 2007-07-04