Todos queremos ser inteligentes e todos gostariam que o fossemos. Ou não será verdade que sempre que alguém é confrontado com a necessidade de descrever o modelo ideal de amigo ou companheiro não diz logo que um dos requisitos fundamentais é a inteligência? Esta palavra é, assim, de tal forma utilizada, admirada e comum, que nos leva a pensar na sua existência como algo de concreto, estável e facilmente mensurável. Mas será mesmo assim? Será que é assim tão fácil determinar se uma pessoa é ou não inteligente? Já ouviste falar, decerto, nos testes de inteligência. Estes testes, desenvolvidos por vários estudiosos, psicólogos e psiquiatras – e que começaram a ser implementados a partir do início do século XX – têm por objectivo medir a nossa capacidade intelectual, nomeadamente determinar o nosso Q.I. Mas sabes que mais? Hoje em dia, e após controversos debates e soluções, não são tidos como a única forma de avaliação, uma vez que testam apenas as nossas capacidades inatas e não adquiridas. Ou seja, nós nascemos com um mapa genético, que herdamos dos nossos pais, avós e bisavós, e que predetermina uma série de habilidades específicas e nos dota de capacidades ou limitações. No entanto, a nossa capacidade intelectual não deve ser entendida como algo estanque, pois acaba por ser também determinada pelas relações que estabelecemos com o mundo. Ser ou não ser inteligente, eis a questão
Mas afinal, os testes de inteligência são ou não fiáveis? Sim, claro. Aliás, estes testes continuam a ser amplamente utilizados quer para orientação e base de avaliação, quer, por exemplo, como diagnóstico para crianças que apresentem dificuldades de aprendizagem ou para determinar capacidades superiores. Sim, por que há pessoas que estão acima dos comuns mortais, isto é, que se distinguem da maioria pelas sua inteligência fora do normal.
Como é que, então, se verifica a existência dessa mais valia? Determinando o quociente de inteligência (Q.I.). Este quociente foi adoptado pelo psicólogo norte-americano Louis Terman em 1915 e é calculado de acordo com a seguinte fórmula:
Q.I. = IM/IC x 100
A IM é a "idade mental" - a idade em que uma criança média é capaz de desempenhar determinadas tarefas - e IC é a "idade cronológica".
Assim, uma pessoa média possui um Q.I. de 100. Já nos sobredotados, o quociente tem de ser superior a 130, tendo em conta que um QI até 120 se encontra dentro dos padrões normais. As pessoas que ultrapassem os 160 são considerados génios.
A hora da verdade
Se quiseres saber qual o teu grau de inteligência, não precisas sequer de ir muito longe. Basta aceitares o desafio, pois existem muitos testes espalhados pela Internet.
Nós fizemos uma recolha de sites onde podes verificar as tuas capacidades:
IQTest (em inglês, espanhol, dinamarquês e alemão)
Tickle (em inglês)
Cadres Online (em francês)
Openmind (em português)
Nicologic Intelligence Tests (também em português)
Ginásio Mental (em português)
Queendom.com (em inglês)
Psicoactiva (em espanhol)
Ana Apolinário 2004-03-23