Geocaching

Em busca da «cache» perdida...

Pense num sítio, um lugar escondido ou à vista de toda a gente. Pode ser na cidade ou longe dela, uma montanha, um vale, uma planície. Esconda um tesouro ("cache"), que mais não é que uma caixa fechada e à prova de água (costuma aconselhar-se um tupperware) contendo um objecto que servirá de prémio e para troca.

Coloque ainda um caderno ("log book"), uma espécie de diário de navegação onde os descobridores deverão registar a sua comparência nesta aventura, o que trouxeram como recordação e aquilo que em troca, lá deixaram. E, muito importante, uma mensagem ("stash note") a explicar a quem a encontrar por acaso, que deixe tudo como estava pois trata-se de um jogo.

Publique as coordenadas (latitude e longitude) no site que mais abaixo lhe indicamos, conjuntamente com outras informações sobre o local do esconderijo e espere que alguém o descubra.

Já lhe chamaram jogo, desporto, aventura e até passatempo. E na verdade o geochaching é um pouco de tudo isso. Graças aos satélites que circundam a terra não há pedaço deste planeta sem endereço que não seja descodificado pelo Global Positionating System vulgo GPS. É a orientação que vai estar posta à prova, bem como o contacto com a Natureza que sai quase sempre beneficiado. Um dos objectivos passa precisamente por dar a conhecer sítios de rara beleza divulgados depois na internet. No entanto, entre o material indispensável ao geocacher deverá constar um saco de plástico que trará de volta o lixo. Uma preocupação ecológica impressa na máxima “cache in, trash out”.

A moda começou nos Estados Unidos nos anos 90 com a abertura do serviço GPS aos civis. Veio de certa forma, substituir o mapa do tesouro cujo local exacto era assinalado com um x, embora aqui o mais importante seja a busca.

Para cerca de três centenas de portugueses é já a principal actividade de lazer de fim-de-semana, um rally paper dos tempos modernos onde a velha tradição da orientação, as caminhadas e os percursos culturais e turísticos ganham cada vez mais adeptos. Mas para tal é preciso ser-se membro (os geocachers portugueses têm casa própria, o site www.geocaching-pt.net) e possuir um aparelho receptor. Por cerca de 100 euros já se compra um instrumento destes.

O portal deverá ainda indicar a data em que a "cache" foi colocada, o grau de dificuldade do terreno e o equipamento necessário a uma expedição destas. E para não se instalar a monotonia já existem variações ao tema. O "multi-cache" necessita de uma visita a algum ou alguns pontos intermédios para assim se chegar às coordenadas da cache final. A "cache-mistério" exige que se descubra um puzzle para assim a encontrar e a "cache virtual" é tão simplesmente um local de interesse paisagístico ou um monumento pesado em carga histórica que justifique o tempo investido.

São mais de 200 os países aderentes. Em Portugal existem 248 "caches" activas e a vizinha Espanha (por onde nos podemos espalhar mais um pouco) já chegou ao número 506. Para caçadas internacionais visite o site oficial www.geocaching.com.

Uma boa desculpa para conhecer Portugal, o Deserto ou inclusivamente a Antárctida.

Paula Oliveira Silva 2005-03-01

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