Herdade do Touril - Odemira

É a custo que começamos a deixar o Verão para trás. Na Zambujeira do Mar ainda se agarram os últimos cheiros, a campo e a mar. 

Campo

Repousa tranquilo o Alentejo e a sua calma desafia a esquecer contratempos. Os campos estão vestidos de palha e ainda apetece beber da mesma despreocupação que nos contagia durante o Verão.

No meio do campo e pertíssimo da praia, num cenário de puro Alentejo... esta é a magia deste pedaço de costa do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Aliás, já havíamos sido avisados pelo silêncio que se sente e pelos cheiros a plantas espontâneas que não enganam. Quem conhece consegue identificá-las sem sequer as ver: esteva, rosmaninho, alecrim...

E só a possibilidade de nos imiscuirmos nestes locais andando de bicicleta ou a pé pela herdade é mais do que estimulante. Desde que não passe para o território dos bovinos, claro está. Que a ser assim a adrenalina seria outra e chamar-se-ia “pernas para que te quero”. 

Recolher

O Sol foge para lá das falésias desta costa e a luz do farol do cabo Sardão avisa aos que vão no mar da proximidade da terra, e a nós, que estamos descansados, da possibilidade de visita na manhã seguinte. Pescadores destemidos ficam por mais algum tempo à beira do abismo. E no Touril, a piscina deixou de convencer. Quem de férias está vai agora de passo decidido em direcção aos seus quartos. 

Paula Oliveira Silva 2003-09-30

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