Henrique, o Cool

O chefe da nova geração

Aquele que já foi muitas vezes referido como o Jamie Oliver português, volta a estar nas luzes da ribalta. Depois do fenómeno televisivo “Entre Pratos” ter convencido a nova geração que cozinhar está na moda, e do lançamento de um livro em Novembro de 2007, eis que acaba de vencer a Taça Horexpo 2008 com a confecção de Lombo de Bacalhau Cozido em Azeite de Louro e Limão, Emulsão de Salsa e Coentros com Puré de Grão e seu Vinagre. Afinal, com o nome Pessoa não se brinca. Henrique Sá Pessoa que o diga...

O toque de Henrique

Quis ser jogador de basquete da NBA mas a vida pregou-lhe uma rasteira e faltou-lhe “um bocadinho assim”. Em vez de chorar sobre o leite derramado, Henrique Sá Pessoa pegou nele, polvilhou-lhe irreverência q.b., temperou-o com empreendedorismo, acrescentou-lhe talento à medida (sem ovos também não se fazem omeletes) e fez-se chef. A nova vida “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. E porque a “cozinha é das poucas áreas que não tem regras”, pôs as mãos na massa e entregou-se a ela de corpo e alma. A história podia ficar por aqui, mas ainda há muito pano para mangas... É que “Entre Pratos” ainda há tempo para muita coisa. Um programa de televisão e um livro de receitas são apenas algumas delas. Sai um chef e entertainer à maneira do britânico Jamie Oliver, conhecido por cozinhar para os amigos de forma, no mínimo, muito descontraída, num programa televisivo (Oliver’s Twist) que serviu de inspiração ao “Entre Pratos” de Henrique.

Tudo começou com um curso de culinária no Pennsylvania Institute of Culinary Arts, em Pittbsurgh. Foi preciso atravessar o oceano Atlântico, mas de lá voltou chefe feito. O próximo passo foi partir rumo à descoberta dos aromas e sabores. Entretanto, passou pelo Sheraton Park Lane (Londres), pelo Sheraton on the Park (Sidney), pelo Hotel da Lapa (Lisboa), pelo restaurante Xarope (Cascais), pelo restaurante La Villa (Estoril) e pelo Bairro Alto Hotel (Lisboa), este último aquele que Henrique sente como a sua rampa de lançamento. O céu é o limite. Em 2005 foi eleito chefe cozinheiro do ano. E em 2007 foi convidado pelo Sheraton Lisboa para reabrir o restaurante Panorama. Convite aceite, é aqui que Henrique dá cartas.

O percurso internacional reflecte-se no tipo de cozinha que pratica: criativa e experimental. O resultado? Uma “requintada forma de tortura”. Luís Filipe Borges avisa logo no prefácio do livro que assim o é. E a brincar, a brincar...

Andreia Melo 2007-12-05

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