Fotografia de Natureza e Paisagem

Fotografia é muito mais do que disparar, é olhar com gosto e escolher o momento certo.

Material Fotográfico

O corpo da máquina

A máquina mais indicada é a normal reflexa ou «SLR» de 35mm. A imagem que temos no visor será a que fica registada na película, e tem a possibilidade de substituirmos as objectivas conforme a necessidade.
Deve permitir trabalhar tanto em automático (regula por nós o tempo de exposição), como em manual. Uma máquina que faça tudo sozinha faz também os erros, daí a necessidade de trabalhar em manual para corrigir os erros de exposição. Estes podem acontecer quando fotografamos imagens muito claras ou muito escuras, ou ainda quando no mesmo enquadramento se verifiquem ambas as situações (caso das sombras).
Estes aparelhos são fáceis de manejar e de uma enorme simplicidade na focagem. Como o campo de visão realiza-se através da objectiva, é fácil o enquadramento.
Antes de comprar, deverá ter em atenção uma marca que forneça grande variedade de ópticas e acessórios.

As objectivas

Esta peça é fundamental e dela pode depender o êxito e originalidade da imagem. Das paisagens aos animais, (como aves e mamíferos), às pequenas dimensões das flores e cogumelos, existe uma enorme variedade de lentes com características que ajudam a conseguir melhores resultados. As grandes angulares – com o maior campo de visão, são ideais para paisagem ou grandes planos. Poderão ir desde os 13mm até às habituais 35mm. Aconselhamos a 24mm ou 28 mm. Se for um apaixonado dos grandes espaços adquira uma 20mm.

De distância focal normal a média – Desde a normal 50mm ao meio-termo 200mm, a escolha é enorme. Aqui podemos optar pelas conhecidas lentes Zoom, uma lente “todo-o-terreno” com várias distâncias focais numa só objectiva. A mais comum será a 35-200mm. Com uma só compra resolve-se uma ampla gama de situações que de outro modo implicariam várias lentes fixas. É o melhor compromisso entre performances, qualidade e preço.

As teleobjectivas – servem principalmente para fotografar aves e mamíferos de difícil aproximação, a partir de um abrigo. Estamos a falar de objectivas a partir dos 300mm, e as ideais vão desde os 400mm a 600mm. Com estas distâncias focais é muito difícil trabalhar sem tripé, pois o seu peso é mais elevado e o risco de obtermos imagens tremidas é maior.

As macro – objectivas que permitem obter relações especiais de aumento e focam muito próximo do objecto a fotografar. As dimensões são reproduzidas em tamanho real (1:1). Este tipo é ideal para insectos, répteis e anfíbios, flores, cogumelos e líquenes ou para quando for preciso realçar um pormenor. A macrofotografia permite dar largas à criatividade. Embora no mercado já existam de várias distâncias, aconselhamos uma 60mm ou 105mm.

A distância focal e a luminosidade das objectivas – a distância focal (DF) de uma objectiva, expressa em milímetros (mm) é, de um modo mais simples, as vezes que será aumentado o objecto a fotografar no plano da película. Uma lente de 100mm multiplica por dois as dimensões de um objecto fotografado com uma 50mm; uma 200mm, por quatro, e assim sucessivamente. Quanto maior for a DF, menor será o ângulo de cobertura, logo menor campo de visão.

A luminosidade (lida em valores f/) de uma lente é dada pela relação entre a DF e o diâmetro de abertura máxima do diafragma. Os valores f/ indicam a quantidade de luz que atravessa a objectiva e esta será tão ou mais luminosa quando menor o valor de f/. Uma lente com abertura máxima do diafragma de f/1.4 é muito mais luminosa, ou seja, permite fotografar “na mão” sem ajuda de tripé em condições de luz fraca, o que não acontece com uma lente com abertura máxima do diafragma de f/4. Normalmente indica também melhor qualidade no tratamento das lentes.

Nas objectivas acima sugeridas o valor f/ não é por nós indicado, pois no mercado existem vários modelos com a mesma distância focal mas com diferentes aberturas. Quanto menor for a abertura (valor f/), maior será o seu preço. Por essa razão fica ao critério de cada um a sua opção, tendo em conta a melhor relação, performances, preço e qualidade desejados


A película

A sensibilidade da película determina o grão e a saturação da emulsão. Quanto menor for a sensibilidade, menor será o grão e maior a qualidade de imagem. Uma película de 200 ou 400ASA é mais sensível à luz, indicada para situações de céu nublado, no interior de uma mata ou quando fotografamos animais em movimento rápido. Mas a película mais usada em fotografia de natureza, devido à sua excelente qualidade de imagem, é o 50ASA, sendo o 100ASA um compromisso aceitável entre luz e qualidade de imagem.

Os melhores momentos do dia para fotografar são o entardecer e o amanhecer, a luz do sol reflecte-se no céu, suaviza as sombras e satura as cores, dando à imagem os agradáveis tons pastel.

Nuno Luzia 2002-03-19

Receba as melhores oportunidades no seu e-mail
Registe-se agora