Farol Design Hotel

Um edifício de estilo em cima das rochas. Tenente e Augustus, foram dois dos sete costureiros que emprestaram o seu génio à decoração deste hotel. Moderno e arrojado. Em Cascais.

Mar a bater

A luz forte do farol, ali ao lado, acende e apaga a intervalos regulares. O mar calmo, empurra as ondas contras as rochas mesmo em frente. Ouve-se e cheira-se o oceano. Não muito longe, o apito de um navio faz-se ouvir. Apesar da noite estar encoberta a temperatura permite que se esteja sentado na varanda do quarto a olhar o mar sem sentir frio.

O Farol Design Hotel (antiga Estalagem do Farol) não vende quartos, mas uma experiência de vida. É este o conceito da rede mundial em que está inserido, os design hotels (www.designhotels.com) que num inglês mais expressivo “we don’t sell rooms. We sell a life experience”.

A palavra design faz parte do nome do hotel e não é por acaso. Ali há design na arquitectura do edifício, no espaço, nos candeeiros, nos quadros, nas cadeiras, nos espelhos, na iluminação. O tipo de decoração não será de todo invulgar, o que é invulgar é ser usada num Hotel.

Ao edifício antigo, uma casa de tipo romântico, foi acrescentada uma nova ala de estilo moderno onde do lado do mar se tirou todo o proveito do uso do vidro. Nos quartos desta nova área não existem quatro paredes. São três e uma de vidro a toda a largura e altura do quarto. Corra-se os cortinados a aprecie-se a vista com o quarto inundado de sol.

No piso da entrada, para lá da recepção, distribui-se o bar, a sala do meio, e a sala Maria Luísa. À direita e ao fundo, o Restaurante Rosa Maria.

Vermelho

Estranhos nomes, Restaurante Rosa Maria e a Sala Maria Luísa, não por serem estranhos por si mesmos, mas por não combinarem com o local. Nomes antigos num ambiente moderno. Talvez a procura de um pouco de contra-senso? Um jeito de cultura “Kitsch”? A explicação é fácil. É tão simplesmente o nome do primeiro restaurante que a família do actual proprietário possuiu em tempos e, Maria Luísa é o nome da sua mãe. Bonita, a homenagem.

O vermelho, cor da paixão, força, calor e vitalidade predomina nas várias salas do piso térreo, uma opção que deixaria um touro completamente louco. São cortinados, sofás, pufs, e mais uns quantos detalhes.

Antúrios vermelhos, tão perfeitos que parecem artificiais, enfeitam as jarras colocadas sobre as pequenas mesas brancas do bar. Da antiga estalagem sobrou o soalho envernizado, os tectos em madeira e os painéis que forram as paredes até 1 metro de altura. Dai para cima é tudo branco até ao tecto. Pesados lustres de vidro dão luz ao ambiente, fortes lâmpadas aqui e ali, projectam quadros de sombras sobre as paredes.

Ao mesmo nível da recepção um pequeno jardim e a piscina de água salgada e, sobranceiro ao mar, um grande deck em madeira de teka, com mesas e cadeiras do mesmo tipo. Peça-se uma garrafa de vinho branco, servida por um empregado impecavelmente vestido de branco da cabeça aos pés e, podemos aqui perder horas refrescados pela brisa marinha.

Tomás Parreiro 2002-07-23

Receba as melhores oportunidades no seu e-mail
Registe-se agora