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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

EXPERIÊNCIA #41 – Centro Histórico de Évora

Princesa da planície

«Évora é em Portugal, e como em certas cidades de Castela, o paraíso do aguarelista e do arqueólogo». Raul Proença

Vista do meio do campo, Évora tem uma silhueta harmoniosa, de onde se destacam o volume alongado da sé e as torres de algumas igrejas. É uma visão promissora que se concretiza quando passamos a muralha e começamos a descobrir aquilo que, de longe, a vista não alcançava.
São praças surpreendentes como a do Giraldo, com as arcadas, a igreja de Santo Antão e o imponente chafariz para onde corria o Aqueduto da Água da Prata. Ou preciosidades como o Teatro Garcia de Resende, um pequeno São Carlos. Sem esquecer o Palácio de D. Manuel e os jardins envolventes. Ou as atracções mais óbvias. Da sé à igreja de São Francisco, do templo romano à universidade.
Mas o que mais encanta em Évora nem sequer é esta monumentalidade dispersa. É a harmonia dos velhos quarteirões intra-muros. A dignidade das casas caiadas ao longo de becos e travessas. E o sabor a História que todo este labirinto nos transmite a cada passo. Ou não tivesse a cidade sido classificada Património Mundial em 1986.

CURIOSIDADES

Sé poderosa – As duas torres quadrangulares dão-lhe um aspecto de fortaleza, contrariado pela delicadeza do pórtico em mármore, representando os doze apóstolos e que só encontra paralelo no Mosteiro da Batalha. A construção do primitivo templo episcopal iniciou-se em 1186. A nave central tem setenta metros de comprimento, recortada em arcos ogivais. A capela-mor foi desenhada por João Frederico Ludovice, arquitecto do Convento de Mafra. Invulgar, é o altar dedicado a Nossa Senhora do Ó, uma imagem de pedra do século XV, representando a Virgem grávida.

Meninos da Graça – A igreja da Graça, construída no tempo de D. João III, tem uma das mais expressivas fachadas maneiristas portuguesa. Quatro figuras gigantescas suportam quatro globos, figurando os quatro grandes rios do mundo e aos quais os habitantes locais chamam «os meninos da Graça».

18 km de aqueduto – É uma das grandes obras da época quinhentista. Para resolver as crónicas dificuldades do abstecimento de água, foi decidido ir buscá-la onde nunca faltou: à Graça do Divor, a 18 km. Concluída no tempo de D. João III, deve-se a um dos maiores arquitectos da época, Francisco de Arruda.

Capela dos Ossos – Anexa à igreja de São Francisco, belo exemplo da transição do gótico para o manuelino, fica uma das curiosidades de Évora, uma Capela dos Ossos, cuja visita não deixa de impressionar.

De ramal a ciclovia – Desactivado no final dos anos 80, o Ramal de Mora atravessava Évora de sul para norte. Um trajecto entre casas, pátios e monumentos que em 2004 foi recuperado e transformado em ciclovia. Esta segue até à Graça do Divor e à fronteira com o vizinho concelho de Arraiolos, proporcionando ao visitante uma forma original de atravessar a orla oriental da cidade.


INFORMAÇÕES

Acessos
O nó da auto-estrada A6 fica a 10 km da cidade.
Há serviço ferroviário Inter Cidades de e para Lisboa Oriente duas vezes por dia.
Posto de Turismo de Évora
Praça do Giraldo
Tel. 266 702 671


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