Espaço da Rosa - Lisboa

Sabores do deserto... em Alvalade.

Aberto há poucos meses, o Espaço da Rosa não pretende ser apenas mais um restaurante vegetariano. Ao jantar, ou no intervalo - mais curto - de almoço, o desafio é o mesmo: deixar as preocupações do lado de fora. Depois é só deixar-se transportar até ao deserto, numa refeição de sabores quentes, para apreciar sem pressas.


Sai o Zé, entra a Rosa

Não é a primeira vez que Nazma e Taheer Sayad se lançam num projecto conjunto, nem tão pouco são estreantes na área da restauração. Depois de abrirem o Psi, restaurante vegetariano, também em Lisboa, mãe e filho decidiram apostar num novo conceito: trazer alguma coisa do deserto para a cidade.

Uma paixão antiga de Nazma tornou-se realidade quando encontrou este espaço onde até então funcionava A Tasquinha do Zé. A partir daí, o Zé deu lugar à Rosa, não a do roseiral, mas a do deserto. Com a ajuda de Taheer, deitou mãos à obra, com a ideia de recriar entre quatro paredes a estética do deserto e as sensações que ele evoca.

A localização, no coração de Alvalade, agradou-lhe especialmente. Por preservar o espírito de bairro lisboeta, onde ainda existem árvores e lojas de comércio tradicional, ao mesmo tempo que é uma zona urbana e movimentada. Eis o sítio ideal para nascer um “oásis”.

Do Saara… para a mesa

Referimo-nos, não ainda aos pratos vindos da cozinha, mas à areia propriamente dita, que vemos dentro das mesas de vidro, a formar dunas em miniatura. Viajou do deserto do Saara até Lisboa dentro de 12 bidons, pela mão de Henrique, funcionário da casa.

Das cores e materiais aos pormenores decoração, a sala está repleta referências ao Magrebe. Basta ver, na parede, a imagem dos viajantes sob um sol escaldante ou o poema de António Ramos Rosa, “Para Najma”, escrito à mão.

O amarelo e os tons suaves predominam, a luz das velas e o efeito dos espelhos - a prolongar o espaço - também contribuem para a atmosfera serena que aqui se sente. O objectivo? Usufruir da refeição como um momento relaxante, a condizer com a música chill-out, em fundo.

Discreta, a um canto, sob uma grande rosácea, há uma mesa com areia – esta sim, podemos tocar – com alguns exemplares das famosas “rosas do deserto”: formação mineral que decorre da evaporação da água das chuvas do deserto, em que a areia cristaliza na forma de uma rosa.

Por último, um outro dado a ter em conta: além da carne e do peixe, também o tabaco e o álcool têm acesso vedado neste espaço. Uma vez que está tudo a postos, vamos ao que interessa… O menu, por favor!

Cor + calor = sabor

Catarina Sacramento 2007-09-05

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