Cruzeiro no Tejo

Embarcar numa viagem do passado ao futuro.

Diariamente, desde o primeiro de Abril até ao último de Outubro é possível ver Lisboa do rio. Um passeio entre a zona mais moderna do Parque das Nações e a mais histórica de Belém, é o pretexto para reunir família e amigos. Com 200 lugares a bordo ninguém vai ficar de fora. Passado nobre da cidade

É às três da tarde que o navio São Paulo parte do Cais do Terreiro do Paço, de onde também zarpam outras embarcações com destino ao Montijo.

Portugueses e estrangeiros são hoje os turistas e distribuem-se pelos dois andares. No superior junta-se mais gente. Um toldo protege os viajantes da inclemência do sol ao mesmo tempo que lhes permitem usufruir de uma leve brisa. A meio do percurso e para refrescar ainda mais, a Transtejo dá de beber à sede. Incluído no preço está um serviço de águas e refrigerantes.

O barco parte agora em direcção à “cidade nova”, o Parque das Nações, porém, antes de chegarmos ao futuro, vamos revendo uma lição do passado. Lisboa parece uma aguarela pintada em tons de rio e história. O Castelo de São Jorge, assente no legado romano e árabe, é um dos vestígios mais antigos que até nós chegou. D. Afonso Henriques, na sua senda de conquistas e reconquistas, tomou-o para os cristãos em 1147, ano que em mandou levantar a sé, um pouco mais abaixo. Com aspecto de fortaleza, é o único exemplar em Lisboa do estilo românico. Outros monumentos erguem-se destacados pela volumetria - caso do Convento de São Vicente de Fora - e pela cúpula, a Igreja de Santa Engrácia transformada em Panteão Nacional. Aqui estão sepultados Presidentes da República e escritores, e a única mulher, a fadista Amália Rodrigues.

Longa é a história deste edifício que se começou a escrever em 1570. O templo sofreu acrescentos e chegou a ruir, adiando séculos e séculos a sua conclusão. Daí o famoso dito popular das obras de Santa Engrácia.

Paula Oliveira Silva 2006-07-25

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