Se o céu não se apresentar forrado a nuvens, das janelas daquelas “choupanas” tem-se vista bonita. As casas de tipo bungalow estão dispostas em socalcos rodeadas de verde para melhor se aproveitarem da paisagem. E conseguem. Decisão acertada a nossa deixar as vidraças despidas de qualquer impedimento. É bom despertar com a aurora que inunda o quarto convidando a levantar e a observar o panorama largo e sublime onde a baía do Funchal tem o papel principal. Umas a quererem apagar-se, outras que resistem mas por pouco tempo. A enquadrar, o Atlântico parece ali colocado como puro elemento de adorno.
A cama de dossel está aberta ao repouso. O descanso aqui acontece naturalmente, porém, nas suites existe pelo menos mais um estímulo. O jacuzzi na varanda privativa deve ser motivo de dedicação a dois, que num sítio assim é sacrilégio não se compartilharem espaços e momentos.
Os quartos, iguais na decoração, obedecem a um estilo contemporâneo com apontamentos asiáticos e africanos. Recordações e homenagem a dois continentes e a um país que é nosso e que já descobriu meio mundo. Decoração e arquitectura, duas áreas, dois nomes a reter. Respectivamente, Didier Lefort e Michel de Camaret, profissionais com provas dadas na construção de paraísos. Sítios assim são arquitectados com talento, imaginação e inteligência. Aqui funcionalidade anda de mãos dadas com o que é belo. Luxo, sim, com a comparência de todas as estrelas, mas harmonia também.
Paula Oliveira Silva 2003-09-23