Castello D’Alba branco

O equilíbrio entre o novo e o velho.

Castello D’Alba é uma marca detida pela VDS, Vinhos do Douro Superior, que passou da assessoria à produção em 2002. É o lado novo, tanto na juventude dos sócios responsáveis como no tempo de vida desta empresa de sucesso. É dos seus brancos, um caso a ter em conta na produção nacional, que vamos falar.

Branco é bom

Felizmente está em vias de extinção o preconceito que se associava à condição de conhecedor de vinho, a exclusividade do tinto. Durante muitos anos, o vinho branco era considerado um produto menor e desprezível. Nada que pudesse figurar numa refeição de verdadeiros apreciadores.

Com a recente tendência da democratização do “especialista de vinhos”, a informação cresceu em flecha assim como a produção. Quer isto significar que há melhores vinhos brancos no mercado e hoje já fica mal dizer em público que “branco, nunca!”. Pelo contrário.

O caso Castello D’Alba é um bom exemplo de como o atrevimento da intervenção na produção de brancos numa zona com as características do Douro Superior se pode traduzir num êxito. Foi a primeira vindima, de 2002, que produziu um branco de personalidade forte, resultado de condições extremas de temperatura e outras componentes de alto risco que não impediram que fosse arriscado o engarrafamento.

Foi uma boa aposta. A crítica reconheceu em 2003 a colheita do Castello D’Alba reserva branco de 2002, tendo sido incluído num dos dois brancos da cota dos 10 dos “Top Ten Favourites” de todo o mundo na Vinexpo. Foi obra.

No mercado nacional o efeito da relação qualidade/preço, outra inovação da qual a VDS foi responsável, angariou apreciadores fiéis. Tentaram então manter os traços desta sua primeira obra que resultam da conjunção das uvas dos melhores produtores de vinhas velhas, dentro das castas de tradição local onde a Codega do Larinho tem o papel principal.

Mafalda César Machado 2007-12-19

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