Cafetarias dos museus

E se de repente precisar de um refúgio para se esquivar da azáfama das festas? Aqui vão algumas saídas de emergência...

Se está farto das quatro paredes de sua casa e procura nesta altura do ano passar uma tarde de leitura sossegada, renda-se às cafetarias dos museus. Sempre servidas se transportes públicos, é também uma boa oportunidade para deixar o carro em casa a descansar do pára-arranca de todo o ano.

Em geral, as cafetarias são silenciosas e de acesso gratuito a quem visita o museu. O pior dá-se quando a exposição já foi vista vezes sem conta. Aí terá que desembolsar os cêntimos ou mesmo euros que algumas cafetarias determinam, para não ver o seu acesso condicionado.

Fundação Calouste Gulbenkian

Um lugar discreto bem no centro da cidade mas que possui provavelmente a cafetaria mais movimentada de Lisboa. Os tradicionais 20 ou 30 lugares habituais nestes espaços são aqui multiplicados por três ou quatro. E apesar disso, afigura-se como um oásis em Lisboa.

Não estranhe encontrar pessoas a alinhavarem algum negócio. Estudantes e investigadores matam a fome, senhoras marcam aqui encontro e pedem um chá.

A cafetaria funciona no sistema self service e oferece pratos diários. É também a que mais variedade apresenta. A esplanada é o brinde. Abrigada, procura chegar ao verde que está lá fora. Apetecível, mesmo nos dias de Inverno, tirando aqueles chuvosos. Mas cá dentro também se está bem, muito bem, que o diga o senhor reformado que já tem lugar cativo para ler o jornal. Está quentinho aqui.

Museu Nacional do Teatro

Vizinho do Museu do Traje, a sua cafetaria é uma sala pequena mas muito bonita toda forrada a azulejos azuis e brancos a maioria, cópias dos originais (que remontam ao século XVIII), oriundos da prestigiada fábrica Viúva de Lamego. A antiga pia na parede e a lareira que agora já não recebe lume torna o local mais intimista, transportando-nos para outros tempos. Uma pintura a óleo de grandes proporções é outro apontamento decorativo.

Tem esplanada que chega ao jardim que por sua vez contorna por todos os lados este pequeno pavilhão. A casa leva cerca de 25 pessoas mas raras vezes está completa. Ao almoço duas refeições à escolha. Ou então, na hora da fome prove quiches, salgados ou doces como o brigadeiro que estava fresco e que acompanha muito bem com café. Calmaria, a avaliar pela envolvência, dos sítios mais serenos que possa encontrar. Sem dúvida, um segredo bem guardado.

Museu Nacional de Arte Antiga

Paula Oliveira Silva 2003-12-23

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