Brinde ao Theatro

Cultura e elegância no monumental edifício Circo, em Braga.

Pelo palco do renovado Theatro Circo já passaram nomes como Al di Meola, Philipe Glass, Laurie Anderson, a estreia de “Maldoror” dos Mão Morta, o actor António Fagundes com a peça “As Mulheres da minha vida” ou Eunice Munoz no desempenho de Miss Daisy.

A sala bracarense impôs-se não só pela diversidade da oferta, mas também pela continuidade de um projecto que até tem atraído alguns nomes importantes da música e teatro internacional e que só no primeiro ano após a abertura acolheu 70 mil espectadores.

O monumental edifício, situado na Avenida da Liberdade, a poucos minutos da zona pedonal, existe desde 1915 e foi construído num terreno que tinha pertencido ao Convento dos Remédios. Durante anos recebeu obras de Puccini, Verdi, cinema e algumas importantes revistas da época tendo posteriormente entrado em declínio.

Na década de 90 do século passado, a câmara municipal decidiu dar-lhe um novo rumo. Agora, após a intervenção, por detrás da imponente fachada cor-de-rosa, existe uma sala equipada com um excelente sistema de som e capacidade para mil lugares e um fosso de orquestra para 70 músicos.

Em termos estruturais pode acolher espectáculos de teatro, dança, música, ópera, cinema e até de novo circo, tornando-se numa das salas mais multifuncionais do país. As obras incluíram a requalificação do majestoso salão nobre e a criação de um novo auditório, mais pequeno com quase 250 lugares, para propostas mais experimentais ou intimistas, e uma sala de ensaios. A intervenção da autoria do arquitecto Sérgio Borges preservou a traça original do edifício da responsabilidade de Moura Coutinho, o mesmo do Ateneu Comercial, no Porto.

Andreia Fernandes Silva 2007-12-26

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