Bad Bones

O corpo como tela.

Fomos meter o nariz onde ele não foi chamado e saímos de lá com ele furado e enfeitado. Bem-feito... Metemo-nos com a Bad Bones, estávamos à espera do quê?

Para os entendidos da cultura de tatuagens, este nome não é novidade. Há 18 anos no mercado, 13 destes a fazer parte do colorido do Bairro Alto, na Rua do Norte, a Bad Bones já fez correr muita tinta. Numa altura em que os piercings microdermais começam a estar na moda, fomos tentar perceber como tudo se processa e aproveitámos para desmistificar a arte da tatuagem e do piercing.

Um “furo” jornalístico

Fomos à maca, passámos pela pinça e pela agulha, estivemos anestesiados e deixaram-nos com uma lágrima ao canto do olho. Tudo isto num espaço de dois minutos. O piercing na ala esquerda do nariz fica para contar a história. Não é um piercing microdermal é certo mas o que é um pequeno passo para a humanidade foi um grande passo para o Lifecooler.

Microdermais são os novos piercings em voga. Depois do umbigo, do lábio, do sobrolho e da língua chegam os piercings que podem ser implantados em qualquer parte do corpo. É à vontade do freguês e, ao contrário dos primeiros piercings com princípio e fim visíveis, estes só têm uma ponta por onde se lhe pegue: a visível. São aplicados com uma agulha semelhante às utilizadas para biópsias e são fixos com uma chapa e uma rosca que ficam debaixo da pele. Na altura de trocar, a única coisa que muda são as cabeças.

Mas se estes são uma novidade, os antigos piercings são milenares, inclusive os alargadores. O mesmo é válido para as tatuagens. Ao longo dos séculos o que mudou foram os materiais, as simbologias e os métodos de aplicação. Maias, egípcios, indianos, nova-Guineenses, todos utilizaram a arte da perfuração e/ou a arte da inscrição sobre o corpo.

Andreia Melo 2008-08-14

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