Provavelmente já todos nós algum dia nos vimos confrontados com uma emergência, uma aflição ou um acidente doméstico. Situações mais graves outras de menor importância. São sempre acontecimentos não programados e que nos apanham de surpresa e para os quais não estamos preparados para lidar. Quando os problemas são mais complicados que aplicar o simples penso rápido sobre a ferida, já não sabemos bem o que fazer.
E é precisamente para fazer face a situações destas que um curso de socorrismo serve. No fundo, não precisa sequer possuir nenhuma vocação especial para a medicina até porque os cursos são acessíveis a qualquer pessoa. Basta querer para frequentá-los.
Quem procura
O perfil dos alunos que se inscrevem em cursos de socorrismo é bastante diverso. É verdade que muitos são bombeiros ou tripulantes de ambulância. Porém desengane-se se acha que os soldados da paz são os únicos. Aliás, cada vez mais são os executivos de empresas, empregados de escritórios, condutores de frotas automóveis que procuram adquirir esta formação. Nalguns países é obrigatório tê-la, e em Portugal apesar de não o ser, muitas empresas por iniciativa própria decidem enveredar por este caminho.
E por fim, também há curiosos, que a título pessoal decidem aprender, principalmente após terem passado por alguma experiência negativa na qual constataram a sua impotência por nada poderem fazer devido à sua falta de conhecimentos.
O que é um curso de primeiros socorros?
Basicamente, são um conjunto de conhecimentos essenciais que nos permitem intervir em situações de stress, de modo a evitar maior sofrimento por quem necessita de ajuda.
Actualmente existem empresas no mercado que promovem cursos de socorrismo para iniciados, nos quais se aprendem noções de anatomia e fisiologia, assim como o funcionamento dos aparelhos respiratórios e cardiovasculares. É que segundo as estatísticas, a maioria das pessoas que sofre acidentes, acaba por denotar também problemas no sistema circulatório ou respiratório, ambos vitais ao ser humano.
A formação é pedagógica, e nem faltam manequins especiais para os alunos ensaiarem o modo mais indicado para prestar auxílio aos feridos. À medida que se avança nas aulas, substituem-se os manequins por pessoas, mas não se preocupe, pois não dói nada sentir a pulsação do parceiro do lado.
À parte do estudo destes dois sistemas, respiratório e cardiovascular, o curso de socorrismo deve ensinar como proceder com feridas, golpes na pele, queimaduras ou intoxicações. Para cada caso existe um procedimento adequado. E claro, também se aprende a fazer a clássica situação de imobilização do braço. É que imaginação todos temos e não necessita ser nenhum MacGyver para saber como contornar uma situação de emergência.
As aulas
Ao contrário do que possa pensar não são traumáticas. O aluno não é sujeito a situações muito agressivas, como acompanhar a tripulação de uma ambulância ou fazer o banco de um hospital. Nada disso. Tudo se faz e aprende do modo tradicional, numa sala de aulas, ainda que sempre com a ajuda dos diapositivos, alguns dos quais bastante explícitos.
Para além dos manequins ou outros brinquedos curiosos como o gelo químico, aprende-se a matéria normalmente, como na escola. Já sem grandes novidades, por fim lá se descobre que a respiração boca a boca já não se usa. Actualmente existem máscaras de respiração com filtro. Por isso meninas, já não vale a pena fingir que se afogam, pois a tecnologia também já chegou à praia. Mas adiante.
Os cursos de socorrismo não são particularmente difíceis, mas convém ser assíduo e aplicado. O grau académico pouco importa, e mesmo quem tenha a quarta classe pode perfeitamente tirar um curso destes. Mas para isso é preciso passar no exame final. Só depois é que vem o certificado.
Contudo, mesmo que não pretenda frequentar cursos de socorrismo, convém lembrar alguns concelhos úteis como o que levar na mala de primeiros socorros.
N'Dalo Rocha 2002-11-19