A questão é simples: continua a existir gente torturada no mundo. Nas prisões africanas e latino-americanas, no silêncio do sudoeste asiático em países como a Birmânia ou regimes opressivos como Cuba. São presos políticos, presos condenados à morte. Eles estão lá, mas por vezes também em sociedades mais democráticas como a norte americana. Neste assunto, o último escândalo nos EUA aconteceu precisamente quando o governador conservador do Estado de Illinois (Chicago), decidiu amnistiar todos os presos condenados à morte, precisamente porque sucessivas provas de ADN confirmaram que homens detidos há anos eram afinal inocentes. Pois é, o mundo por vezes pode ser um lugar tramado, mas como é que fazes para ajudar essa gente toda? É simples, participa através da Amnistia Internacional. E poderás perguntar-te: o quê que este organismo faz? Denuncia todas estas situações através de cartas, e-mails e campanhas públicas. Pode até parecer pouco, mas repara que a maior parte dos torturadores sente-se seguro, precisamente por pensar em fazer as suas sevícias no anonimato. E a melhor forma de pressionares essa gentalha infame é precisamente através da denúncia incessante. Sem armas, sem tiros, sem violência, apenas dizer ao mundo de uma forma clara que sr. Fulano está preso indevidamente e torturado.
A denúncia internacional salva muitas vidas, faz com que muitos desaparecidos reapareçam de novo e melhora as condições de vida dos prisioneiros. Os resultados são encorajadores, se bem que por vezes aconteçam alguns exemplos bizarros, como vítimas que mais tarde se transformaram em carrascos, como foi Agostinho Neto em Angola e actualmente Kumba Ialá na Guiné. Bem, esses são a excepção à regra, pois infelizmente não há bela sem senão.
Contudo, o espírito não é esse, mas sim ajudar de um modo altruísta todos aqueles que sofrem, sem pensares naquilo que se poderão tornar. Lembra-te que o único trabalho que tens é escrever segundo as orientações da organização, que te indica quem está sob tortura. E para encontrar as vítimas, a Amnistia Internacional conta com vários investigadores no mundo, que constantemente enviam as suas informações para a sede em Londres, que por sua vez distribui o mal pelas capelinhas.
Para deixares o teu contributo, o primeiro passo é enviares um e-mail para a.urgentes@amnistia-internacional.pt com os teus dados pessoais como o nome, morada, e-mail, língua em que preferes escrever (português, francês ou inglês), profissão e periodicidade com que podes receber e enviar correspondência, sem esquecer as tuas áreas de interesse em direitos humanos. Depois é ficares a aguardar que a organização te contacte, enviando-te a lista de possíveis detidos a quem tu possas escrever.
Ah, e se tens menos de 18 anos, existe a secção da Rede de Acções Urgente Junior. Para saber mais, informa-te na em www.amnistia-internacional.pt
N'Dalo Rocha 2004-03-09