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Aldeia da Cuada na Ilha das Flores

Era uma vez uma aldeia de onde partiram todos os habitantes. Uns anos depois alguém se lembrou de reconstruir as casas e começar a receber turistas. Uma óptima ideia, e assim nasce o pretexto para visitar a aldeia da Cuada, nas Flores.

O que fazer

Hoje, quem fica a dormir na Aldeia da Cuada, pode experimentar o sabor da vida de outros tempos e ter um contacto muito próximo com a natureza. A partir da aldeia, e seguindo a pé pelos vários percursos possíveis, há quedas de água, lagoas deslumbrantes, encostas inteiras de musgo e flores selvagens, matas e muitas vistas de mar, onde às vezes se vê ao largo a pequena Ilha do Corvo.

As Flores são um dos melhores locais de Portugal para mergulhar e pescar dada a abundância de espécies marinhas e a transparência do mar. É impressionante a quantidade de peixe que se vê à vista desarmada, bem como a facilidade com que os locais pescam abundantemente com canas rudimentares.

Passeando de carro pelos montes, para além das variações da paisagem, é possível ver muitos coelhos - considerados uma praga e aos quais é possível dar caça todo o ano, diz-se que ainda há quem use, ilegalmente, a antiga técnica de fazer entrar os furões nas tocas para obrigar os coelhos a sair para uma morte certa. Junto à Aldeia da Cuada está a povoação da Fajã Grande, o ponto mais ocidental da Europa não continental, e junto a este, a Poça do Bacalhau, a pequena lagoa onde desagua uma altíssima queda de água. A apenas alguns metros de distância uma praia de grandes pedras cinzentas com um sete de ondas arrasador.

Na Ilha das Flores moram 4.000 pessoas, dizem as estatísticas publicadas, mas parecem menos. Quatro mil, ou não, são simpáticos e parecem conhecer-se todos... Há algumas pequenas povoações espalhadas pela Ilha, sendo as maiores Santa Cruz e Lajes. A Ilha é toda ela um hino à natureza. Em algumas partes a vegetação é exótica e selvagem, noutras parece que estamos num organizado jardim com intermináveis canteiros de Hortênsias. É uma questão de passear e descobrir.

Rui Coelho 2002-05-21