É sabido que a alimentação diz muito do que somos fisicamente, mas na hora H, ou seja, na altura de escolher o que comer, nunca nos preocupamos muito com isso. Ou pelo menos impressionamo-nos cada vez menos já que a obesidade e as doenças cardiovasculares têm vindo a aumentar em Portugal. Lá para o Verão é que a coisa muda de figura e os ginásios enchem-se de gente à procura de um milagre. Como se fosse possível obter a boa forma em apenas um mês... Ainda te lembras da antiga roda dos alimentos, aquela que se aprendia na escola? A actual, lançada apenas há dois meses, quer colmatar algumas falhas da anterior que já ia a caminho dos 25 anos. A evolução das pesquisas científicas e as modificações na situação alimentar portuguesa levaram à sua reestruturação. Mas o objectivo é o mesmo, promover uma alimentação completa, equilibrada e variada. Uma invenção portuguesa, com certeza, copiada e adaptada à realidade de outros países. A nova roda organiza-se em 7 grupos de alimentos, mais dois que a anterior, sendo a grande novidade a indicação da proporção do peso com a respectiva “tradução” em copos de galão, chávenas almoçadeiras e colheres de sopa, sobremesa e chá. Agora não há desculpa para a questão das percentagens nem tens que fazer grandes contagens de calorias. Mas a mudança continua na subdivisão de alguns grupos como os vegetais e a fruta.
Outra grande diferença prende-se com a água que está ao centro. Não sendo um grupo à parte, uma vez que está presente na constituição de todos os alimentos, é todavia essencial à vida e deves bebê-la mesmo que não sintas sede. O recomendado vai de um litro e meio a três diários. Repara que dissemos água e não refrigerantes nem imperiais, quando muito sumos de fruta naturais ou chás. Bebidas alcoólicas deviam obedecer a uma consumo moderado. Por isso as bebedeiras ficam sem patrocínio. Aliás, nunca o tiveram.
Se és guloso vais ler aquilo que já sabias na teoria. Alimentos ricos em açúcares não devem arcar presença diária e convém que sejam reservados, de preferência, para festas e quando já tiveres a barriga cheia. São ainda de evitar produtos salgados por natureza. Substituir o sal por ervas aromáticas e especiarias é uma alternativa. Vais ver que até a comida te vai saber melhor.
Comer como um camelo apenas duas ou três vezes ao dia está fora de questão. O ideal é fazeres cinco a seis refeições fraccionadas. Junta-lhe a tudo isto um último ingrediente absolutamente indispensável – actividade física. Um simples passeio a pé de meia hora é um bom exemplo diário. Os cariocas é que a sabem toda com os passeios pelo calçadão. Para estimular essa vontade, um cão pode ser o teu melhor aliado. Todos os dias vais ter que levá-lo a passear. Faz bem ao animal que já estava a ficar obeso com a alimentação que lhe davas e se for o caso, tu também que até estavas a ganhar uns quilos a mais. Se não tiveres cão, passeia a trela...
Canal Mulher do Sapo
http://mulher.sapo.pt/Xt2.html
Consultório de Ciência e Tecnologia
http://www.consultorioct.mct.pt/?&accao=homepage&id_tema=119
Fundação Portuguesa de Cardiologia
www.fpcardiologia.pt
Instituto do Consumidor
http://www.consumidor.pt/pls/ic/doc?id=7280&pmenu_id=85&p_tipo_pai=1&p_acc=0
Paula Oliveira Silva 2004-02-03